6 de jul. de 2012

No primeiro jogo da final da Copa do Brasil o "campeão" é o trio de arbitragem

Depois de dormir, é hora da percepção geral sobre o jogo de ontem, entre Palmeiras x Coritiba, na Arena Barueri, primeiro jogo da final da Copa do Brasil.

O primeiro fator do jogo que chama atenção é o "esquecimento" da Globo. No Jornal Nacional, o jogo sequer foi lembrado pela rede do canal 12, apenas porque a partida foi adiada e a transmissão seria exclusiva da Band. No primeiro jogo, a final da segunda competição mais importante do Brasil foi completamente ignorada. Aí teremos o segundo jogo e, voilá, a Copa do Brasil será o mais evento mais importante da semana.

É por isso que deveríamos priorizar a Band. Deveríamos. Gosto do Neto, pelo seu jeito irreverente, e do Luciano do Valle, pela sua narração. Mas é natural quando vemos a Band puxar a sardinha para o Palmeiras. No penalti duvidoso, Neto decretou: "É pra cartão vermelho". E o nível de reclamação não para por aí. Desde que o fairplay foi criado, a time que deve entregar a bola ao adversário a joga para o campo de defesa do rival. Sempre foi assim. Mas, para do Valle e Neto, se a bola está no campo de ataque, deve ser entregue no campo de ataque. "[jogar a bola no campo de defesa] não é fairplay", disseram os bandeirantes. Felizmente, ambos ainda se mostram lúcidos em outros lances, o que fez o jogo ficar "menos" pior.

Porque o árbitro e os auxiliares da partida, estes sim, tornaram o jogo vergonhoso para o Brasil. Faltas não marcadas, penalti duvidoso, gol impedido, penalti não marcado, cartões duvidosos. A arbitragem brasileira arrega quando apita final. Não tivemos um lance polêmico nos dois jogos da final da Libertadores, mas só a primeira partida da final da Copa do Brasil deu o que falar.

Mas, como disse o técnico Marcelo Oliveira, comenta-se os lances durante uma semana, e depois o esquecimento cai sobre as cabeças críticas. O brasileiro tem memória muito curta: esquece fácil de corrupção e finge que vive num país de maravilhas. Quem sofre com isso é quem batalha por um mundo justo, honesto e ético.

Sobre o jogo, o normal: o Coritiba tem muito mais time que o Palmeiras. E, como sempre, fora de casa atacou, atacou, atacou... e não fez gol. Caímos na mesma crítica de "falta um matador" que há tempos é comentada. O Palmeiras nada fez. Na verdade, fez sim. Soube aproveitar-se dos erros esdrúxulos do árbitro e marcou dois gols importantíssimos. No único lance de real perigo palmeirense, Maikon Leite perdeu o gol do título.

Injusto, mas quem disse que futebol é justo? Palmeiras 2x0 Coritiba. E o alviverde paranaense (sem Emerson) terá que fazer metade dos gols da goleada sobre o Palmeiras (com Henrique) no ano anterior para se sagrar campeão da Copa do Brasil. 




26 de jun. de 2012

#LivingThingsReleaseDay - A minha percepção sobre Living Things

Este é um post um tanto quanto longo, e merece ser. E é também escrito para um público seleto: para o público que quer ouvir músicas novas. Espero que você seja uma dessas pessoas (e que leia tudo, também!).

Sou fã incondicional de Linkin Park, desde meados de 2003. Tenho todos os CDs e DVDs oficiais, mais alguns CDs singles, livros, gigas e mais gigas de músicas e shows no computador. Não fico sem ouvir uma música deles por um único dia e acompanho diariamente as notícias. Tenho a banda não só como um exemplo musical, mas como exemplo de criatividade, inovação, gestão, opinião, impacto positivo, etc. Meu maior sonho é conversar por duas ou três horas com o Mike Shinoda sobre qualquer assunto, exceto música. Se eu fosse falar sobre o quanto a banda e seus integrantes significam para mim, eu deveria escrever um livro. E olha, essa não é má ideia... 

Enfim. Vamos ao que interessa: o Linkin Park lança mais um álbum. Acompanho o lançamento de álbuns da banda desde que eles decidiram mudar seu som, ou seja, desde o Minutes to Midnight. Ainda não era fã assíduo quando Hybrid Theory e Meteora foram lançados. Escutava uma música ali, outra aqui. Então, desde que Rick Rubin entrou como produtor, acompanho a evolução do som da banda. Isso mesmo, evolução.

Para mim, não há comparação entre os álbuns da banda. É como você querer comparar o Playsation 1, o Playstation 2 e o Playstation 3. Até dá, mas há de se levar em consideração que são épocas diferentes. A cada dia que passa ficamos mais experientes, vivemos coisas diferentes. Envelhecemos e pensamos diferente. Isso também acontece com uma banda, e o Linkin Park sabe aproveitar perfeitamente esse amadurecimento nas suas músicas. Claro, o que fez sucesso foi o Hybrid Theory, mas 12 anos já se passaram desde o seu lançamento. Acho que aconteceu bastante coisa durante esse período, ein? Ficar preso a um único paradigma musical é burrice, e fico mais calmo quando penso que o Linkin Park pensou adiante.

Living Things, o quinto (como o tempo passa!) álbum da banda, é genial. Como eu disse, não há comparações, mas eu sempre gosto mais do último álbum lançado. Foi assim com o Minutes to Midnight, foi assim com o A Thousand Suns e está sendo assim com o Living Things. Talvez seja porque eu gosto do novo, do que é diferente. São novas letras, novas melodias, novas batidas, e isso é fascinante vindo do Linkin Park, porque tudo é realmente novo.

Dessa vez, a banda investiu seu tempo fazendo música para todas as faixas. Como os integrantes disseram, há uma mistura de todos os álbuns da banda em um único álbum. As músicas que mais se sobressaem são as que Mike aparece nos vocais. Há muito tempo já é normal escutá-lo cantando, e não apenas no rap. Mas em Living Things, ele se sobressai. Parece que, finalmente, o medo de aparecer vocalmente passou. Chester, para alívio de todos, ainda não perdeu seu grito, e há muitos gritos nesse novo álbum. Acredito que, pela primeira vez, o Linkin Park conseguiu fazer música leve e pesada ao mesmo tempo (Lost in the Echo é um grande exemplo) e soube colocar os gritos de Bennington em momentos em que o grito não é o mais importante da música, e sim a música como um todo.

Quanto ao instrumental, é diferente e excelente. Chama a atenção, não é normal. Você fica encantando com o que uma música transparece no começo e se torna no final. É lindo. E, por fim, letras. Novamente, diferentes. Mas coloco uma característica a mais: são ousadas. Eu disse que não tem comparações, mas as letras são o ponto alto deste álbum, que talvez possua as melhores letras do Linkin Park.

Terminarei com uma resenha individual de cada música, mas deixo aqui uma mensagem final. Há muito tempo Linkin Park não é mais In the End, Numb e Faint. O que eles estão apresentando hoje é o que eles tem de melhor, não é um álbum ao estilo "não vamos fazer mais um álbum para alegrar as outras pessoas, ou para ganhar dinheiro, vamos fazer um álbum porque nós queremos fazer um álbum", e provavelmente continuará sendo assim no futuro, porque essa é a filosofia da banda. Eu sou um perito linkinparkiano, então provavelmente alguns de vocês não entendam a mensagem que eu quero passar. Se vocês querem entender, escutem os cinco albuns da banda (e escutem pelo menos quatro vezes cada um). Com um ouvido apurado, você irá perceber a evolução não só musical da banda, mas a evolução de seus integrantes enquanto pessoas. Como fã, eu digo: é sempre empolgante escutar um novo álbum do Linkin Park. Esta banda é a trilha sonora dos meus dias, e ter material novo para escutar faz com que eu faça o que eu tenho que fazer com uma motivação enorme.

Agora, vamos às músicas! Escrevi escutando a música sobre a qual estava escrevendo.

Lost in the Echo: o início com a melhor música, na minha opinião. São três 'camadas' de rap de Shinoda, quando o normal para o Linkin Park são duas. Chester Bennington se destaca no refrão, que é formidável, e com os gritos de "Go!" antes do "No!" de Mike. Este é o melhor momento da música. Tem rock, tem eletrônico, tem rap e tem grito. Repito, é a melhor música do álbum. Aquela que se tocasse nas rádios as pessoas iam dizer: "caramba!"

In My Remains: começa com um instrumental muito diferente, e depois já ganha guitarras. Chester canta profundamente nessa música, é uma música em que a sonoridade vocal dele se destaca muito. Destaca-se a segunda estrofe. Depois do segundo refrão, a batida da música muda. Entram tambores de exército e entra o Mike cantando uma frase simples, e que é a melhor frase do álbum: "Like an army, falling, one by one by one". Quando escutei pela primeira vez já achei que não tinha como o restante do álbum ser melhor. É uma música linda.

Burn it Down: já a considero normal e, hoje, é a música que menos me atrai no álbum, talvez porque tenha sido a música que eu mais tenha escutado. Por incrível que pareça, é a menos criativa sonoramente. Destaca-se a letra, que é espetacular, e a excelente vibe eletrônica. O rap do Mike é muito bom. Na primeira vez que a escutei, lembro-me de considerá-la uma música muito mais animada que os singles de A Thousand Suns.

Lies Greed Misery: essa sim é animada! Mesmo que a letra seja forte, a atmosfera que essa música passa é que você pode sair na rua chutando tudo e sorrindo (talvez gargalhando) ao mesmo tempo. Aí você para e respira fundo com um sorriso travesso no rosto (You did it to yourself) antes de gritar a plenos pulmões igual ao Chester. Aliás, os gritos dele nessa música tem mais intensidade do que A Place for my Head e One Step Closer. E aqui sou um pouco mais crítico: gostei dela no álbum, mas não gostei tanto ao vivo.

I'll Be Gone: Guitarras de What I've Done (e até mesmo estilo de What I've Done) com refrão de Nickelback e um toque de Dead by Sunrise. Beleza, essa foi a primeira impressão que tive. Uma música boa, mas que me chama menos atenção do que as outras, talvez porque se encaixe na receita linkinparkiana de músicas.

Castle of Glass: essa sim, uma música indecifrável. Novamente, surpreendi-me com o Mike cantando muito bem, e isso é apenas uma das várias coisas que me atrai na música. Tem uma melodia bem diferente, e uma batida muito diferente. Você não sabe como ela vai terminar. Ela é uma incógnita, e talvez por isso possa ser chamada de original. Parece uma música que sucede a explosão de uma bomba. Sem dúvida nenhuma tem um potencial espetacular para virar um single de sucesso.

Victimized: colocaram muita expectativa nessa música. Eu lia muito "a música mais pesada que a banda já fez". Porém, quando foram reveladas as durações de cada música, viu-se que era a música mais rápida do álbum, não ultrapassando dois minutos. Na hora, pensei: "que merda". Depois de tê-la escutado, percebi que a duração da música é perfeita. Uma música hardcore, com Mike cantando (aliás, uma melodia que lembra uma música do Piratas do Caribe) e Chester, pela primeira vez na história do Linkin Park, apenas gritando em uma música, com guitarras nunca antes ouvidas e apenas uma 'camada' de rap do Mike. Sensacional, é a tal bomba que explodiu depois de Castle of Glass, e que dá outro tom à outra metade do álbum.

Roads Untraveled: tem um som de cristais que me lembrou uma fase do Donkey Kong no Supernintendo, mas isso foi apenas um punctum (pegando a termologia emprestada de Roland Barthes) sonoro. Novamente, Mike canta, e essa é a música em que se dá o ápice de sua voz. Não é a melhor do álbum, mas atualmente é minha preferida. Em uma entrevista, Chester disse que praticamente sussurrava em algumas partes de Living Things, e com certeza ele estava se lembrando dessa música. O refrão se dá apenas por duas letras: "o" e "u", mas não precisa de mais. Não tem cara de single, mas pra mim é a mais bonita do álbum. Aquela que você vai mandar pra alguém especial com quem não conversa ou não vê faz muito tempo, ou aquela que vai te acalmar quando você estiver triste. Essa é aquela música que ninguém precisa conhecer, mas que estará lá para os seus melhores momentos de reflexão.

Skin to Bone: a letra mais complexa (ou a mais simples) de todas as músicas do Linkin Park. Sons eletrônicos estranhos e batidas pesadas. Uma música que, provavelmente, vai ser bastante criticada. Aquela em que todos vão falar: "que tipo de banda compõe 'da direita para esquerda, da esquerda para direita. Da noite para o dia e do dia para a noite'". Tem cara de ser a próxima 'In Between', aquela que será pouco lembrada. Novamente, é aquela canção original, que eu não consigo comparar com nada do que já foi criado.

Until it Breaks: lembrei bastante de Fort Minor enquanto eu escutava essa, e se não fosse pelo Chester em seu único refrão, talvez até fosse considerada uma das músicas que ficaram de fora do The Rising Tied. E aí, quando você acha que mais nada pode acontecer, escuta Brad Delson, o 'guitarrista' da banda, cantando uma melodia que parece abrir um caminho de luz depois da escuridão. É um canto de esperança e hipnótico. Pela terceira vez no álbum, classifico essa parte da música como original, algo incoparável.

Tinfoil: Tinfoil é a introdução de Powerless, mas dá tranquilamente para classificar as duas como sendo a mesma música. A batida de Tinfoil realmente lembra Session, do Meteora.

Powerless: essa é a música que vai virar hit. Com uma guitarra ao fundo praticamente igual à de Waiting for the End em algumas partes da música, Powerless é aquela baladinha que todos vão amar. Novamente, destaca-se a letra e a evolução da música. Embora seja uma baladinha, é extramemente original. Nunca escutei nada parecido. É a mesma sensação de quando escutei Numb pela primeira vez. Uma pessoa que não escutou nenhum dos singles do Linkin Park desde Numb provavelmente escutará Powerless e dirá: "Ei! Eu conheço isso. Isso é Linkin Park, mas tem algo diferente aí". E a melhor escolha para se terminar o álbum.

13 de mai. de 2012

Objetivo de felicidade.

Percebi que não atualizei meu blog em 2012. Triste, pois tenho vários textos para ser publicados. Talvez eu volte a escrever com mais frequência, talvez não. Mas é o que eu quero.

O trabalho como diretor da AIESEC em Curitiba (conheçam a AIESEC, vale a pena) me ocupa muito tempo, mas por outro lado me faz refletir e aprender muito. Reflito mais do que escrevo, é verdade. O curso de Economia na UFPR deveria me ocupar muito tempo também, mas essa ainda não é a realidade, admito.

Bom, deixemos minha vida um pouco de lado. O que quero propor nesse primeiro post de 2012 é uma reflexão, ou que você pense na resposta de uma simples pergunta: qual é o seu objetivo de felicidade?

Soa meio estranho, mas você leu direito. Essa pergunta me veio à mente, e pensei um pouco sobre ela. Se nosso objetivo é ser feliz, o que é felicidade?

A felicidade está nos momentos mais simples da nossa vida, como ver um gol que levaria meu time ao título de um campeonato. A torcida explodindo, os gritos de alegria, os abraços em estranhos ao meu lado, a rede balançando. Ou quem sabe um almoço de Dia das Mães com toda a minha família reunida, no domingo, com seu primo fazendo uma piada, seu pai fazendo o churrasco e seu tio falando sobre futebol.

Mas esses são momentos de felicidade. Eu não trabalho para que isso aconteça. E quando eu falo trabalho, é trabalho literalmente falando. Eu não estudo Economia para poder almoçar com minha família, ou trabalho em uma organização para ver um gol do meu time. Isso são acontecimentos cotidianos, coisas que escolhemos fazer, mas que não são nossos objetivos.

Eu trabalho porque tenho na mente um objetivo de felicidade. E a imagem do meu objetivo de felicidade é me ver velhinho, de cabelo branco e coberto com um cobertor, sentado em uma confortável poltrona na biblioteca (que estará dentro da minha casa), com a lareira acesa e uma xícara de chá ao meu lado, lendo um livro, sem qualquer outra preocupação na vida.

Isso é uma imagem de mais verdadeira felicidade para mim. Porém, eu preciso de muito conhecimento para estar sentado em uma poltrona sem preocupações. Eu preciso ter feito muita coisa para poder ficar sentado em uma poltrona, sem preocupações. Caso o contrário, eu estarei inquieto e, consequentemente, preocupado. Para chegar nessa imagem, eu necessariamente precisarei ter dito a seguinte frase: "Em toda a minha vida, eu fiz por merecer esta poltrona. Eu lutei, não me acomodei, fiz o que minha mente e meu coração mandaram, batalhei por um mundo melhor, para mim e para outras pessoas, eu adquiri conhecimento e transmiti conhecimento. Agora é o momento da minha recompensa: alguns poucos dias sem preocupações, com a sensação de dever cumprido."

Pois bem, é para isso que vivo. Se vai acontecer ou não, é outra história. Depende muito de mim, mas não somente de mim.

E você? Qual é o seu objetivo de felicidade?

21 de dez. de 2011

Marina, de Zafón.

Li três livros de Carlos Ruiz Zafón, e o último, "Marina", é o mais simples, o mais aterrorizante, o mais tenso e o mais amado de todos.

Combina tristeza, felicidade, paixão e ternura como há muito não vemos nos dias de hoje. Ao ler suas linhas, tive a impressão de que nos falta dar valor à esse capricho do universo, o qual chamamos de vida.

Suas páginas são carregadas com tamanho sentimento que chego a duvidar de que tudo é fictício.
Comprovo tal afirmação pelaa última linha deste livro. É a melhor última linha que já li em toda a minha vida.

Recomendo os três livros de Zafón que já li como leitura obrigatória para a vida. Mas se devo recomendar o único que nos faz sentir a brisa do vento no nosso rosto com outra percepção, recomendo Marina.

4 de dez. de 2011

O (pior) Atletiba do Século.

Criou-se uma enorme expectativa para esse atletiba, não por acaso. Um batalhando para não cair, outro sonhando com a Libertadores. Ficou só na promessa.

Presenciamos noventa minutos de puro marasmo. O Coritiba não jogou aquilo que sabe jogar. O Atlético deu o seu máximo, que é bem limitado. Não é nem um pouco difícil de afirmar que foi o pior atletiba que eu já vi. Nenhum lance bonito, nenhuma discussão. E como se não bastasse as equipes, o juiz também (se) atrapalhou no jogo. Não deixou o jogo rolar, marcando faltas (e as que não eram faltas também) para cada jogador que caísse. E como se tudo isso não bastasse, as torcidas não deram o seu melhor, cada qual preocupando-se apenas com o adversário, e não com o seu próprio clube. Nenhuma das duas fez o seu papel. A Arena não lotou, confirmando que a maioria dos torcedores rubro-negros já estavam conformados com a Série B.

Parte disso se deveu ao silêncio que os clubes decidiram fazer durante a semana. Nenhuma polêmica, nenhum comentário que movimentasse as duas equipes. Não se teve espírito de rivalidade, e sim de cautela brusca e exagerada. Não é assim que se faz um bom clássico. Com isso, vimos o que vimos em campo. O gol do Atlético foi talvez o único lance de real perigo do jogo, tirando um ou dois momentos de chutes a gol tranquilamente defensáveis para os goleiros.

Ficou comprovado que a magia do Brasileirão acabou quando o último apito da penúltima rodada soou. Na rodada dos clássicos, o Cruzeiro abriu 4 a 0 pra cima do seu rival com uma facilidade imensa, que acabou com todas as chances do Atlético-PR de permanecer na elite do futebol brasileiro. Este jogo, por sinal, deu 6 a 1 pro clube azul.

Saindo de Curitiba, o Corinthians comemorou um título sem emoção, empatando em 0 a 0. O Vasco tentou, mas também não passou de um empate. O São Paulo venceu os reservas do Santos e, no primeiro tempo, a bolinha só pintava para o jogo mais sem graça da rodada: Atlético-GO e América-MG.

Uma última rodada completamente sem sal. Reafirmo: a final deste Brasileirão aconteceu na penúltima rodada.

Termino este rápido texto com um apelo importante: para usar a nomenclatura Atletiba do Século, que seja quando as duas equipes estiverem disputando um título nacional ou internacional. Nunca mais consideremos uma disputa por vaga na Libertadores x uma disputa para não cair pra Série B como um jogo do século, e creio que ficam bem claras as razões para que isso não volte a se repetir. Imprensa e torcedores erraram ao aplicar tal nome a esse jogo pífio. O Atletiba do Século ganhou um adjetivo nada memorável: o de pior do século.

8 de nov. de 2011

Galbraith e Schumpeter.

Pessoal, esse é um post específico para os alunos que fazem História do Pensamento Econômico no curso de Economia da UFPR, mas se você ficou interessado...

Então, seguem abaixo o texto do Galbraith e os livros do Schumpeter.
(Para acessar, é só clicar nos links)

GALBRAITH (cap. 7 e 8):
Link para download

SCHUMPETER
Texto 1
Download do texto 1
Texto 2
Download do texto 2

3 de out. de 2011

Auto-rotina.

Acordo com meu celular disparando os primeiros acordes de New Divide. São 05:29 e eu não deixo que a música ultrapasse dois segundos de duração. (Talvez por isso eu ainda goste de escutar ela inteira). Normalmente aperto o botão do celular que dá mais cinco minutos de vantagem para o meu sono. São como cinco minutos de prorrogação. O jogo vai até 50. Em certos dias ele vence, mas na grande maioria das vezes, muito relutante, eu desperto. Não me lembro mais de meus sonhos. Minhas pouco mais (ou pouco menos) de cinco horas dormindo não deixam que meu cérebro guarde esse tipo de informação preciosa. Lembro-me em algumas vezes da(s) pessoa(s) com quem sonhei, o que não ajuda muito meu coração.

Viro de barriga para baixo e a essa altura já não tenho mais cobertores à minha volta. Acho que o frio é mais eficiente que meu despertador Nokia. Fico de joelhos, penso por dois ou três minutos em algum aspecto da minha vida, e finalmente me sento à beira da cama. Minha mão esquerda, como quem não tem outra escolha, aperta o interruptor, acendendo uma forte luz branca. Meus olhos ficam indignados: "Ei! Nós deveríamos permanecer fechados por pelo menos oito horas!". Desculpem-me.

Não tenho tempo pra escovar os dentes. Não tenho o hábito de lavar o rosto. Simplesmente deixo minha escova, minha pasta, meu desodorante e meu perfume na mochila. Vou até a cozinha, pego o leite, pego o copo e pego o Toddy (ou Nescau, mas eu prefiro Toddy), nessa ordem. Sou o primeiro a acordar em casa, então não tem café na mesa. Me viro com o achocolatado e, quando tem, como um pedaço de bolo.

5:46. Escuto a van parar em frente à minha casa. Ando até meu quarto, pego minha mochila, pego meu iPod shuffle, prendo-o em minha calça jeans e saio de casa. Vejo o dia (ou a noite) lá fora. Gosto especialmente quando o céu está sem nuvens, mas também gosto quando ainda está noite ou quando está nublado. Não gostar da natureza me parece um tanto errado. Há outras coisas para se não gostar.

Na van, só três pessoas, contando com o motorista. Prefiro sentar à esquerda, nas últimas duas fileiras (preferencialmente a última). Ajeito minha mochila em meu colo e tomo o cuidado para que meus chaveiros de Salvador e da Coca-Cola não fiquem batendo. Coloco os fones do meu iPod em meus ouvidos (primeiro o direito, depois o esquerdo) e passo o resto da viagem ouvindo Linkin Park, Blink 182, Sum 41, CPM 22, Los Hermanos e Legião Urbana, não necessariamente nessa ordem. Me adaptei a dormir na van, então eu durmo, mas não é um sono bom. É só a necessidade de um sono.

Também me adaptei a acordar no momento certo, quando a van está a 3 minutos da universidade. Chego sempre entre 07:00 a 07:15, com ênfase para 07:06. Aviso o motorista: "Vou voltar/Não volto hoje". Entro no prédio e me encaminho para o banheiro. Usava o do térreo até um mês atrás mas, só para mudar a rotina, comecei a frequentar os banheiros do 1º andar. A luz se acende e eu me dirijo ao banheiro preferencial para deficientes. Ali eu posso trancar a porta e não me incomodar com quem chega. Escovo os dentes, passo desodorante e, por vezes, o perfume.

Desço. Converso com dois de meus melhores amigos ou com alguns colegas. Às vezes vamos até a cantina e compramos um café. Às vezes eu faço isso sozinho. Quando tenho aula, entro na sala e me acomodo em uma carteira da última fileira do canto direito, preferencialmente. Frequentemente abro o laptop, abro o Twitter, Facebook e Gmail, nessa ordem (quando a internet deixa). Twittava até um mês atrás, mas por querer evitar alguns tweets (que talvez podem ser daquela(s) pessoa(s) com quem sonhei), deixei de usar assiduamente as redes sociais. Um ou dois tweets por dia, e fim. Às vezes abro o caderno e faço algumas anotações, mas pouca coisa. Decidi ser mais estudioso e anotar mais, quinze dias atrás. Estou surpreso comigo mesmo: estou fazendo isso. Quando não tenho aula, vou para o escritório realizar meus trabalhos ou procuro uma sala vazia para ler meu atual livro. Preferencialmente, sento em uma cadeira estofada. Também tenho minhas salas preferenciais.

No intervalo, mais conversas com dois de meus melhores amigos. Vamos até a cantina, compramos um salgado ou um pão de queijo (preferencialmente o pão de queijo, para eles). Eu peço catchup. Sentamo-nos em uma das mesas da cantina. Por vezes caminhamos pelo campus.

Na volta, quando tenho aula, o processo inicial se repete. Quando não tenho aula, o processo inicial também se repete mas, ultimamente, apenas vou para o escritório.

À tarde e à noite eu não tenho mais rotina. Faço coisas diferentes, vou a lugares diferentes, chego (ou não chego) em casa em horários diferentes. A minha única rotina era abrir meu MSN. Não abro mais. Também não recebo mais mensagens no celular, nem as mando. Não tenho mais alguém pra brigar comigo, alguém com quem rir, discordar ou me sentir bem.

Porém, pensando melhor, tenho uma única rotina, sim. Estabeleci uma rotina, à tarde e à noite. Uma rotina que não tem horário nem local programado, mas que é diária. É a rotina de pensar se foi importante ou não. É pensar se foi verdadeiro ou não. Pensar se foi ridículo ou não. Se foi errado ou não. Se foi. Foi.

Essas palavras não soam como desilusão. Soam como incerteza. Incerteza de tudo o que pareceu ser ou de tudo que realmente foi. O meu 'não sei' nunca esteve tão forte.

Esteve. Foi. Palavras do passado, que se referem ao passado.

Passado.
Não é mais.
Não mais.
Não é.
Foi.

11 de jul. de 2011

Seu José Ilan! Que decepção...

Há alguns dias escrevi aqui no blog sobre os palpites futebolísticos que o jornalista José Ilan, do site globoesporte.com, dá em seu blog, através do que ele nomeou #polvoilan. Contestei seus 'chutes' sem ofender, fazendo uma "classificação #polvoilan". Na tabela, comprovei que o jornalista erra a maioria de seus palpites, o que é normal.

Esperando uma resposta sobre a classificação furada, publiquei o post no Twitter. Obtive de José Ilan a seguinte frase: "Era só o que me faltava". Ok, não é obrigação do jornalista responder todos os seus replies no Twitter, muito menos procurar se defender de uma simples estatística que não leva a nada. Era só uma curiosidade que eu tinha.

Porém, durante o último jogo da seleção brasileira (contra o Paraguai, pela Copa América), o que era uma dúvida virou certeza: o jornalista da Globo não sabe se defender. E, como se isso não bastasse, procura ofender e menosprezar aqueles que o contestam e que o criticam.

Contexto
Mano Menezes escalou Jadson como titular. Contestado - por mim, inclusive - o ex-jogador do Atlético-PR também foi alvo das críticas de José Ilan, que publicou no Twitter:


Menosprezou o jogador de forma humorada. Para mim, sem problemas: era a sua opinião. Mas Jadson fez o primeiro gol do Brasil na Copa América e calou a minha boca. Mais do que isso, o gol do jogador fez com que parte dos paranaenses que seguem Ilan no Twitter - principalmente atleticanos, jornalistas e estudantes de jornalismo - retribuissem seu comentário sobre o Jadson da mesma forma: com humor. Mas isso o jornalista carioca, já com 40 anos, não aceitou.

O primeiro comentário para José Ilan que vi foi o do estudante de Jornalismo e repórter do noticiafc.com, Miguel Locatelli. No tweet, duas palavras após o gol do Jadson: "AQUELE ABRAÇO!". Suficiente para que o jornalista bloqueasse o estudante no Twitter. Decidi então argumentar com Ilan, dizendo que seu comportamento era deplorável, pois várias pessoas tomam como exemplo jornalistas renomados. A minha crítica também serviu para que o péssimo palpiteiro me bloqueasse.

Mas o que impressionou não foi apenas os bloqueios baseados em absolutamente nada, como também os comentários ofensivos do carioca a todos os que o contestaram. Entre eles, xingamentos como "jumento", "dejeto" e "camundongo" entravam nos tweets, bem como o posicionamento preconceituoso para com os seguidores e, também, para com o próprio Jadson.


José Ilan, ao invés de argumentar, preferiu se fazer um ser superior. Pensou talvez que, por trabalhar na Globo e possuir milhares de seguidores, tenha o direito de desrespeitar qualquer pessoa, em qualquer ocasião.

Aprendizado
O jornalista não merecia um post, mesmo que do meu simples e insignificante blog. Aliás, não merecia uma letra que o mencionasse. Porém, escrevi para que a atitude deste jornalista seja exemplo para nós, que acompanhamos as celebridades jornalísticas diariamente.

Embora não seja papel do jornalista e do comentarista aparecer, há quem queira (e não são poucos) fazer exatamente isso. Os astros estão no gramado. Os comentaristas e jornalistas ficam famosos à medida que vão se destacando em seu trabalho, é inevitável.

Mas existe aquele tipo que, assim como alguns jogadores, toma a fama como poder absoluto e superioridade total. Acha-se no direito de menosprezar qualquer um que diga: "Ei, fazer isso não é legal, cara." ou, simplesmente, "Discordo da sua opinião".

José Ilan, sem dúvida alguma, é exemplo para muitas pessoas. Com 40 anos de idade, poderia se esperar dele um comportamento ético e mais profissional. No mínimo, educado. Hoje continua sendo exemplo para mim: exemplo do que não deve ser seguido, tanto pessoalmente como profissionalmente.

Sinceramente, eu prefiro permanecer na minha modesta insignificância perante os astros arrogantes a me comportar como se comportou José Ilan.

6 de jul. de 2011

Cinemark Curitiba: a realidade além do 3D.

Se você leu o título deste post e pensou: "Olha o cara fazendo propaganda para o Cinemark. Que merda!", enganou-se completamente. Nesse momento, você está conversando com alguém no MSN ou no Facebook? Então diga que volta em cinco minutos. É hora de ler o que o cinema Cinemark - do Shopping Barigui, em Curitiba - proporciona a seus clientes.

Como eu moro em Campo Largo, região metropolitana de Curitiba, querer ver um filme em 3D (ou simplesmente querer ir a um bom cinema) significa ter que ir para Curitiba, e o cinema mais perto é o Cinemark do Shopping Barigui.

Eu não teria muito do que reclamar: poltronas confortáveis, salas enormes e com excelente sistema de som e imagem, além de possuir salas 3D. E o preço? Um pouco caro, mas pela estrutura, vale a pena. Ou não?

Na primeira vez em que presenciei um grande problema no Cinemark, estava com minha família assistindo Homem Aranha 3, em 2007. Em 30 ou 40 minutos de filme, a imagem trava. Durante cinco minutos, os técnicos tentam voltar o filme e fazer com que este rode normalmente. Não deu. O que se espera em uma situação como essa? Um atendimento rápido, no mínimo. Não foi o que aconteceu. Por algum tempo todos os espectadores permaneceram na sala, reclamando em voz alta. A demora para o reembolso do dinheiro foi inacreditável. Não me recordo o tempo, mas pelo menos uma hora foi gasta com a espera. Algo que era relativamente simples de se resolver, tornou-se complicado. Os clientes, pacientes até certo ponto, ficaram com raiva - e a deixaram fluir. Os funcionários não estavam preparados para resolver problemas. Seria muito pretencioso por parte dos gerentes - ou até mesmo da filosofia do Cinemark - achar que o cinema seria sempre perfeito. Espero que não seja.

No dia seguinte, meu pensamento era de que aquele foi um caso isolado do cinema. Não foi.

Dois anos depois, as vítimas foram os espectadores de Sherlock Holmes. Faltando aproximadamente meia hora para o fim do filme, o som fica péssimo e a imagem na tela, distorcida. Durante cinco minutos, o que se ouviu foi o cochicho das pessoas, indagando sobre o que seria feito. Não foi feito nada. Nenhum contato dos funcionários, nenhuma explicação. Nada. O filme simplesmente continuou rodando, em um estado péssimo para o lazer, é verdade, mas continuou. Na saída, sete ou oito pessoas foram pedir as devidas explicações para um funcionário. Creio eu que de nada iria adiantar, afinal, todos assistiram o filme até o final.

Desta vez, saí indignado. Pelo problema com o filme, mas principalmente pela falta de atenção do Cinemark para com os seus clientes. No mínimo uma explicação deveria ter sido dada, ou talvez uma opção. Duas frases seriam o suficiente: "Senhores. Pedimos desculpas pelo problema com o filme. Gostaríamos de saber se vocês gostariam de terminar de ver o filme ou se querem aguardar outra seção." Ainda com a possibilidade de complemento: "Podemos entregar uma cortesia, caso os senhores não queiram ver o filme hoje". Difícil?

Ano: 2011. Filme: Transformers 3, em 3D. Após quatro anos, eu voltava com minha família para o Cinemark. Durante boa parte do filme, tudo ocorrendo como deve-se esperar que ocorra. Mas, em certo momento, vejo pessoas à minha frente levantarem. Falo em voz alta: "Mas o filme nem tá ruim, e as pessoas estão indo embora?". Meu cunhado, ao meu lado, simplesmente aponta para o teto: um fio de água caindo, e parte do teto aberto. O primeiro cinema que vai além do 3D: filme com realidade. A destruição de Chicago, em Transformers 3, foi além das telas e chegou à Curitiba.

O filme prossegue durante mais 20 minutos, quando é travado. Todas as luzes se acendem e uma funcionária do Cinemark aparece: "Boa noite. Então, o teto pode de desabar, pois não sabemos o tamanho da poça de água que está ali em cima." (Opa! Que legal ein!). "Então, peço que vocês - que estão sentados no meio - sentem dos lados. Se vocês não quiserem mais ver o filme, entregaremos uma cortesia".

Foram poucos os que saíram, mas confesso que fiquei imaginando a cena, caso o teto realmente desabasse. Se a questão prioritária fosse a segurança, todos deveriam ter saído da sala. Mas o lucro falou mais alto, e a vontade dos espectadores por terminar logo o filme, também. Creio que ninguém achou que o teto fosse desabar, mas, mesmo que ínfima, havia uma possibilidade. O Cinemark preferiu ser negligente, mas com a comodidade pacífica de seus clientes e com o dinheiro em caixa. Se escolhesse a opção de ser correto, arcaria com clientes revoltados e com devolução de todo o dinheiro, além de deixar que os espectadores levassem uma imagem negativa para casa. Uma escolha difícil. Mas o que aconteceria se o teto caísse? Como eu disse, uma escolha díficil.

Em 6 anos, presenciei três problemas no Cinemark. Não sei se é um número alto ou não, mas a partir do momento em que uma parcela do teto de um cinema cai, eu fico apreensivo. O problema, que antes era apenas nos filmes, passou para a estrutura.

Provavelmente voltarei a alguma das salas do Cinemark, mas confesso que com um pouco de receio. Irei ao cinema pensando: será que hoje vai dar problema?. Não deveria ser assim.

Mas a empresa tem grandes números. Afinal, são "446 salas em 54 complexos distribuídos em 30 cidades brasileiras, tendo recebido mais de 38 milhões de espectadores apenas em 2010", segundo o próprio site do cinema. Fica claro que, para o Cinemark, a quantidade está (bem) acima da qualidade.
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Pelo Twitter, o Shopping Barigui (@bariguishopping) lançou uma nota:
"Pedimos desculpas pelo ocorrido e as devidas providências já foram tomadas. Obrigada"

20 de jun. de 2011

Classificação do Brasileirão após 5ª rodada, segundo #polvoilan

Falta apenas uma partida para o fechamento da 5ª rodada do Brasileirão 2011.
O São Paulo é lider isolado da competição, seguido de perto por Palmeiras, Corinthians e Figueirense. Na ponta de baixo da tabela, Atlético-PR e Avaí lutam contra a lanterna, e outros 6 clubes estão próximos à zona de rebaixamento.

É bom destacar que o Cruzeiro tem 3 pontos, enquanto que o Corinthians tem 10.
O América-MG tem 5, e o Avaí apenas 1.

No site globoesporte.com, o blogueiro José Ilan palpita a cada rodada quais clubes sairão vitoriosos ou derrotados (ou nem um, nem outro) através do #polvoilan. Tomei a liberdade de fazer um "e se" desses palpites.

E se o #polvoilan tivesse acertados todos os jogos, como ficaria a classificação do Brasileirão 2011?
Cruzeirenses agradeceriam.
O resultado está abaixo:


Grêmio = 13
Cruzeiro = 11
Botafogo = 10
Inter = 10
Atlético-MG = 9
Flamengo = 8
Palmeiras  = 8
Coritiba = 7
Fluminense = 7
Atlético-GO = 6
São Paulo = 6
Vasco = 6
Avaí = 5
Bahia = 5
Ceará = 5
Corinthians = 5 (um jogo a menos)
Figueirense = 3
Santos = 2 (um jogo a menos)
Atlético-PR = 1
América-MG = 0 


O líder, São Paulo, teria feito menos da metade dos pontos que já conquistou.
O Corinthians estaria próximo à zona do rebaixamento, e o Figueirense estaria nela.
Já o América-MG seria derrotado em todos os jogos.
E o Cruzeiro? Em segundo lugar!

Mas pra não dizer que está tudo errado, dois clubes possuem o mesmo número de pontos, tanto na realidade quanto na tabela do #polvoilan: Atlético-PR (1 ponto) e Bahia (5 pontos).

Tá na hora de calibrar os chutes, ein, José Ilan. Ou #polvoilan...

13 de abr. de 2011

Mais um pequeno texto sobre a vida.

Que me perdoem os meus companheiros - e os (supostos) fãs -  do "Bora Curita" -, mas esse texto ainda não é o segundo da saga. (Logo ele vem. Fiquem espertos e tenham paciência).

Esse texto é mais um sobre a vida.

Há um ano eu caí.
Me arrebentei.
Não sei se fui empurrado ou se pulei do precipício.

O meu oceano de felicidade virou vapor. E virou vapor assim, de uma hora para outra. De um dia para o outro. O mundo já não fazia mais sentido. O mundo, as pessoas, os acontecimentos. Absolutamente nada era digno de qualquer senso.

Me vi sozinho.
Mas eu não estava sozinho.

Com o tempo, percebi que haviam pessoas ao meu lado. Cego, eu só enxergava uma.
Com o tempo, vi minha família e vi meus verdadeiros amigos. E eles estavam ali o tempo inteiro.
Com o tempo, olhar apenas para mim não era mais uma boa opção. Não havia mais esconderijo.

Depois de um ano, finalmente a minha vida volta a ter outro rumo. O vapor de felicidade agora é chuva, que volta a encher meu oceano. Mas a água não é mais a mesma. Se transformou. Essa é a minha atual felicidade. Não tenho alguém ao meu lado, mas tenho alguéns.

Alguéns que me fizeram ver uma vida inteira pela frente. Alguéns que me dão um novo ritmo. Um novo vislumbre do futuro.

O Lucas que nem remotamente pensava em conhecer novas pessoas, está conhecendo.
O Lucas que tinha desistido dos seus sonhos, volta a buscá-los.
O Lucas que tinha desistido de viver, agora vive cada segundo para buscar a felicidade (para si e para os outros), sendo feliz.
O Lucas descobriu que há sempre novos motivos para sorrir.

Caí, mas me reergui.
E agradeço a vocês, que estavam do meu lado quando eu (achava que) estava sozinho.

13 de mar. de 2011

A cortina do Bar do Alemão - [1]

 Como dito anteriormente, a nossa primeira parada (nos dias 18 e 19 de fevereiro)  foi no Schwarzwald Bar do Alemão, ou só Bar do Alemão (porque uma palavra com 9 consoantes e apenas duas vogais não é uma palavra que se preze).


Embarcamos em seis pessoas no Celta vermelho-cereja do Gato rumo a um dos bares mais famosos - senão o mais famoso - de Curitiba. E acreditem: era a primeira vez que eu entraria naquele lugar.

Gato dirigindo e eu fazendo o papel do co-piloto. Como sempre, nós entramos no Google Maps, fizemos a rota até o Largo da Ordem e imprimimos o mapa. (Sim. Eu não sei andar em Curitiba de carro. Alguma guria quer me ensinar?) Aí vocês dizem: e o GPS não existe né. Eu digo: GPS é para os fracos. Eu e o Gato temos um conceito sobre o GPS: ele não ensina você a andar na cidade. Ele apenas te guia, como um cão-guia para cegos. Você não enxerga o caminho, apenas está ali. Quem sabe tudo é o GPS, e não você. É um emburrecimento a curto prazo. Nada contra os burros, é claro. E muito menos contra os cegos. Os cegos são fodas por se adaptarem ao mundo dos que enxergam, isso sim. Os cegos são mais fodas que você. (Acho que vou lançar essa saga em braile).

(Voltando)
 No banco de trás: Gabi, Hick, Tar e Roberth (na ordem em que eles realmente estavam sentados).

A chegada
Chegamos lá e entramos por um caminho estreito, mas não propriamente a entrada. Entramos por um lugar onde tem um boneco de um alemão. Fomos andando, e vimos o lugar lotado, com mesas espalhadas por tudo quanto é canto. De cara, a probabilidade era de que ficaríamos esperando uns 30 minutos, no mínimo. Por desencargo de consciência, fui falar com o cara que estava organizando a chegada das pessoas:

- E aí. Tem lugar pra seis?
- Ter, tem, mas tá tudo lotado. - disse o cara, dando uma de garçom irônico. - Seguinte: já chegou todo mundo?
- Já.
- Então acompanhem aquele cara ali.

Assim, o outro cara nos levou pra um corredor, que mais parecia um beco do mal. Quando percebemos, chegamos na outra parte do bar e, quando vimos, o cara já tinha tirado a placa de "RESERVADO" da mesa. "Podem se sentar", ele disse. Ainda não sei se aquela mesa estava realmente reservada.

O bar
De fato, o Bar do Alemão é um puta lugar tesão. Você realmente se sente bem ali. Porém, tudo no cardápio é caro. Como somos praticamente concorrentes do Eike Batista na disputa para ver quem é o brasileiro mais rico do país, pedimos o que ninguém teria coragem de pedir: uma porção de batata-frita.  

Me decepcionei. Meu pai já havia alertado que a comida não era das melhores. No site está escrito: "(...) batata-frita com cheiro-verde, crocante por fora e macia por dentro". Faltou o complemento: vem em pequena quantidade em um pequeno prato, para melhor apreciação do sabor. O tempero é como o preço: salgado. Nem curti.

Há também carne-de-onça, mas, como eu disse na hora:
- Não vou pedir isso aí. As onças já estão em extinção, e os caras ainda matam pra servir no bar...
- Você não tá falando sério, né? - disse o Gato.

Nesse momento, todos me olharam com uma cara de "Mano, como você é retardado".
Aí eu:

(Mentira né. Eu sabia que as onças não estavam em extinção)

Mas o que eu realmente curti, e que é famoso (e bom pra caralho) no Bar do Alemão é o submarino. O submarino nada mais é do que uma caneca de chope com uma canequinha de steinhaeger dentro.

                                                        Divulgação

A melhor coisa é beber o chope, que é muito bom, senão o melhor de Curitiba. A segunda melhor coisa é levar pra casa a canequinha. É claro que eu, acompanhado da alma ladra do Roberth, não nos contentamos, e furtamos duas canecas grandes também. (Já me confessei com o padre sobre furto. Estou absolvido). Depois que saímos de lá, percebemos que haviam câmeras nos filmando. Um erro. Eu sempre olho para cima antes, procurando câmeras filmadoras. E os caras não colocaram nem uma plaquinha de "Sorria, você está sendo filmado!". Golpe baixo.

A caipirinha de cachaça é boa, como toda caipirinha. Mas é forte. Se você não curte, é melhor não pedir.

No mais, é um bom lugar para ir com os amigos e jogar conversa fora. É claro que você tem que gritar um pouco. Não sei se é assim todo dia, mas na sexta à noite, a casa fica absolutamente lotada. Logo, o barulho de pessoas conversando atinge um nível razoavelmente elevado.

Gastei R$25,00 ou R$30,00 e não vi nenhuma cortina no Bar do Alemão, mas ficamos sabendo de histórias sobre cortinas. Qualquer coisa, o Gato está totalmente à disposição para explicações no twitter dele.

     Na foto, Gato, eu e Roberth, com as canequinhas de steinhaeger "furtadas honestamente"

Gatomóvel
Falamos anteriormente do Celta bordô (ou vermelho-cereja) do Gato. Este Celta não é um Celta qualquer. Ele é o famoso Gatomóvel. Com ele nós vamos parar em tudo quanto é lugar, e o carro já faz parte da vida de muita, mas muita gente. De Marilândia ao litoral paranaense, o Gatomóvel percorreu vários caminhos, conheceu diversos lugares e carregou centenas - senão milhares - de pessoas. Mal sabíamos que ele teria de descansar por algum tempo até se recuperar... 

O castigo
Considero o que aconteceu um castigo divino, por assim dizer. 

Saímos de lá com seis canequinhas (e duas canecas) rumo ao carro. Ainda era uma ou duas horas da manhã, e estávamos pensando em ir pra qualquer outro lugar. Já no carro, paramos em frente à Cats e perguntamos pra uma draqueen como é que a casa funcionava. (Não pensem bobagens. Isso é curiosidade jornalística. Temos que mostrar tudo a vocês). É claro que, após responder todas as nossas perguntas, a (ou o) drag começou a dar em cima de mim. Aí eu pergunto: por que diabos eu, porra?! 

Nada contra os homossexuais, mas eu jogo no time dos heteros, obrigado. Dez segundos depois nós já estávamos longe dali, discutindo quando voltaríamos - e se voltaríamos. Novamente, nada contra os homossexuais, o problema é a abordagem.

Foi quando tudo aconteceu: sofremos um acidente. Colisão entre um Uno e um Celta. Por mais de três horas ficamos esperando os tramites burocráticos da polícia acabarem e do seguro se resolverem. Pensamos que poderíamos seguir com o Gatomóvel, mas não teve jeito: após três quadras, tivemos que chamar o guincho.

Lá se foi o grande companheiro Gatomóvel para o concerto. Sozinho, carregado por um guincho e, pela primeira vez, percorrendo as ruas sem carregar um único ser humano em seu interior.

E a minha canequinha quebrou. 

Voltamos para casa de táxi. As duas canecas grandes estavam em uma caixa de colchão inflável. Em casa, pousei a caixa com todo cuidado em cima da mesa. Quando soltei, ela se abriu e, com toda a calma do mundo, uma das canecas saiu rolando e se espatifou no chão.

A minha caneca furtada quebrou.

Foi o que eu disse: isso é o que eu chamo de castigo divino. Deus olhou pra mim e disse: "É, você não fez coisas boas hoje. Roubou uma caneca! Infelizmente, terei que castigar-te. Mas é só para você aprender a lição."

Ele é mesmo um Pai. Meu pai também faria a mesma coisa.

Amém.

P.S.: Depois de 22 dias, o Gatomóvel ainda se encontra em tratamento no hospital. A previsão para alta é daqui 10 dias. Sofreu alguns ferimentos, mas já está quase recuperado.



Considerações do bar por: GATO
Já estive outras vezes neste tão famigerado bar, mas dentro dessa nova empreitada, e com esses amigos de saga, foi a primeira vez. Realmente lá as coisas são caras, é pra explorar mesmo, já que o bar está em um ponto turístico da cidade, o Largo da Ordem. O bacana do lugar é justamente por estar nesse lugar tão, tão, tão histórico.

O bar tem uma iluminação bacana, tem detalhes da arquitetura em madeira, e isso lhe confere
um charme especial, mas creio que falte algo que lembre realmente a Alemanha. Imagens de personalidades, símbolos (seria de mau gosto uma foto do Hitler e uma Suástica?)
- Mas Gato, o bar é do Alemão, e não da Alemanha.
- É, pode ser, mas falta, bandeiras, mapas.

Vi um mapa na porta do banheiro, quase que escondido, e se não fosse pelo meu gosto por mapas, ninguém teria notado. A bebida é ótima, não vou ser redundante, o Kotó disse tudo (só estou curioso, como ele sabe que é o melhor chopp de Curitiba, se estamos começando nossa via sacra agora?) Mas a batatinha... o batatinha sem vergonha. Meus Deus. Algo tão ridículo de fazer, você compra ela congela e frita, algum segredo nisso? A não ser na Alemanha as batatas sejam assim, horríveis.

Minha opinião é... visite o Bar do Alemão, vale a pena. Principalmente se você tiver amigos como os meus, e um detalhe, não esqueçam de brindar.
- Eu quero fazer um brinde a nossa amizade, porque eu sou sozinho aqui, não tenho família, e vocês, meus amigos, são a família que eu escolhi (lágrimas).

12 de mar. de 2011

Bora Curita?

Esse é o primeiro post da primeira saga do blog, "Bora Curita?".

A parada é a seguinte: estávamos eu (segurando uma belíssima vela) e os pombos Hick e Gabi em uma famosa sfiharia de Campo Largo, apreciando um péssimo chop (cuja marca infelizmente eu não lembro), acompanhado de boas sfihas. Eis que surge a ideia de irmos, no dia seguinte, ao famoso Bar do Alemão, situado no Largo da Ordem, em Curitiba.

A princípio, achei que a ideia não iria sair do papel, mesmo que ela não tenha sido escrita em qualquer papel. Normalmente o povo de Campo Largo tem uma excelente fala, mas uma péssima prática. (Creio que seja assim em alguns outros lugares também, como no Congresso Nacional). Mas, para minha surpresa, mais três pessoas toparam (Gato, Roberth e Tar) e, assim, nos apertamos em um Celta bordô, que tinha caminho certo a seguir, rumo ao famoso bar curitibano.

Lá, após alguns submarinos, surge a ideia: iríamos frequentar todos os bares e baladas de Curitiba. Tiraríamos fotos em todos os locais, e colocaríamos as mesmas no Orkut, tentando recuperar esta quase falida rede social. Por que fazer isso? Pergunte aos outros. Eu ainda não sei.

Eis que surge um problema
Não é lá uma ideia muito original, nem mesmo uma ideia passível de ser cumprida totalmente, mas tentaremos, e queremos. O grande problema, de fato, é a nossa miséria. A nossa pobreza. A nossa falta de dinheiro. (Ok, não passamos fome, mas estamos longe de sermos playboys, filhinhos de papai. (Eu tenho um pitbull, e imito o que ele faz).

Então, é nosso desafio beber e provar do melhor, com pouco ou quase nenhum dinheiro. Não temos cartões de crédito. Nós temos é dinheiro de bêbado: amassado, enfiado no bolso da calça como se fosse um bilhete de loteria. [Ok, alguns têm cartão de crédito, e (quando há) o dinheiro, ele fica guardado em nossas respectivas carteiras]

Então, imploramos, mestres do furto, não tentem nos assaltar: money que é good nóis num have.

O primeiro bar
Como falado anteriormente, o primeiro episódio da saga será referente ao Bar do Alemão. Querem uma sinopse? Entramos em seis em um Celta (policiais, não nos multem), estacionamos quase no ponto de táxi, fomos ao bar, saímos de lá com seis canequinhas e duas caneconas (donos do bar, não nos difamem), fomos (fui) assediados (o) por uma (ou um) dragqueen em frente à Cats e, como gran finale, batemos o carro.

Acompanhamento da saga
Pra quem quiser acompanhar a saga, é só ver esses milhares de marcadores no canto direito do blog e procurar o link "Bora Curita?". Você também poderá acompanhar através dos nossos respectivos Twitter's, Facebook's e Orkut's.

Amém.

13 de dez. de 2010

Um pequeno texto sobre a vida.

A vida é assim.

Nós não sabemos de onde viemos.
Simplesmente nascemos?
De onde vem o que sentimos?
Como surge nossa alma?

Estaríamos nós em outro lugar? Mas como, se somos fruto de duas partes, de diferentes pessoas?

Temos medo da morte. Mas, e antes de nascermos? Onde estávamos?
Se estávamos em algum lugar, por que não lembramos?

Pessoas vem, e vão. Todas elas.
Ficamos felizes por uma nova vida que surge, mas tristes por uma que se vai.

Brigamos. Convivemos uns com os outros. Rimos.
Gritamos. Ignoramos. Temos toda e nenhuma razão.
Ficamos bravos. Indecidos.
Ferimos.
Esperamos.
Erramos. E acertamos.
Palavras. Certas e erradas. Nos confundimos.
Amamos.

Tudo isso, porque a procuramos. Ela. A felicidade.
Sentimos.

Às vezes falamos o que não deve ser falado.
E muitas vezes não falamos o que deve.
Às vezes o que deve ser dito é feito, no momento errado.
Às vezes, tudo é certo. As palavras, as ações, os momentos.

Às vezes o certo está em uma pessoa.
Mas esta outra pessoa, ela também vive.
Às vezes o certo é errado naquele momento.

Nos adaptamos.
Mas não esquecemos. Não. Não esquecemos.

A vida é assim.

Nascemos. Morremos.
Vivemos.

3 de dez. de 2010

A crítica através dos vlogs

Em sua maioria, jovens, cujo único objetivo de vida é ser aprovado em mais um ano escolar. Passam as tardes no Orkut, no Twitter e no Youtube. Veem vídeos engraçados, imagens animadas e até notícias, desde que estas tendam ao bizarro. Este é o principal público dos vloggeiros PC Siqueira e Felipe Neto. Não sabem quem são estas duas pessoas? Não sabe o que são vloggeiros? Continue lendo.

A procura por vídeos engraçados na internet levou estes jovens desinteressados a popularizarem os vlogs, há muito conhecidos nos Estados Unidos. Basta uma câmera, uma conta no Youtube e um pensamento, no mínimo, crítico. Voilá. Você é um vlogger. O conceito dos vlogs está diretamente relacionado aos blogs. A diferença está no modo como você expressa a sua opinião. Ao invés do texto (por vezes maçante e sem lá boas concordâncias gramaticais) dos blogs, o vídeo é a matéria-prima dos vloggers. E atribuiu-se a este novo meio de expressão opinativa uma conotação humorística. Nos vlogs, o erro gramatical pode ser proposital e normal. A falta de assunto pode levar a mais visualizações do que um capítulo de novela na TV. O simples ato de falar na frente de uma câmera pode influenciar (e influencia) o pensamento de milhões de pessoas.

A grande explosão dos vlogs no Brasil partiu do usuário PC Siqueira. Nada normal, ele mantém o famoso estilo nerd. Com um olho na câmera e outro em qualquer lugar do seu quarto, o vesgo PC transformou um problema em algo convencional e, claro, engraçado. Há quem diga que seu sucesso se deve a isso. Eu, pelo menos, digo que ajudou. Altamente crítico, Siqueira fala de assuntos que variam desde uma conotação séria, como a existência de Deus, até aqueles em que as pessoas não costumam pensar, como o ato de cheirar uma lata de Nescau.

Dele veio a da sensação da internet: Felipe Neto. Interpretando sua própria opinião, Felipe Neto é mais crítico ainda. Com um assunto por vídeo, Neto passou do anonimato para celebridade em menos de seis meses. Sua crítica é muito mais fundamentada que a de Siqueira, o que faz seus vídeos terem mais visualizações no Youtube.

Mas a questão aqui não é quem tem mais visualizações, e sim o que pessoas normais - com um quê a mais de opinião crítica - podem fazer. O tom pesado e crítico (e engraçado) acerca dos vários assuntos importantes dos vlogs faz com que jovens alienados (e é mesmo essa a palavra) comecem a ter opinião e a debater suas idéias com outras pessoas. As conversas supérfulas dão lugar a debates fundamentados, e este processo é o início de um pensamento crítico por parte dos internautas.

Enfim a internet, através do humor, começa a fazer a cabeça dos jovens, positivamente. Esperemos os resultados.

5 de out. de 2010

Vídeo 2: Cabina de Votação.

Vídeo 2 do vlog.
Testei cores Restart nas legendas, mudei meu tom de voz e os cortes.

Mas continuei falando "nada com nada".

2 de out. de 2010

Um risco, um vlog.

Pois bem galera. Arrisquei, e criei um vlog. Criei mais porque, às vezes, simplesmente não consigo escrever tudo o que eu penso. Também criei porque sempre quis fazer vídeos. Agora que eu tenho uma câmera temporária aqui em casa, os fiz.

O vlog é um risco. É a primeira vez que estou mexendo com a minha imagem propriamente dita. Pode ficar ruim, pode ficar bom. Fato é que eu preciso aprender a me expressar através da voz e da imagem, além da escrita. Então, assistam. Aguardo feedbacks! =D



Eu tinha mais alguma coisa pra escrever, mas me esqueci completamente.
E que se conste: hoje estou feliz.

22 de set. de 2010

Atualizando essa porra.

Pois então, eu to sem o que escrever.
Na verdade eu tenho bastante coisa pra publicar, mas to com preguiça de ficar revisando tudo.

Nessa semana eu fiz um Formspring (eu fiz porque o Mike Shinoda, do Linkin Park, fez um. Aí eu quis perguntar coisas pro Mike. Só por isso. Mas na real eu nem curto muito esse breguenaite). Então, quem quiser perguntar qualquer merda pra mim, ou qualquer coisa decente de verdade, por favor, acesse esse link abaixo:
http://www.formspring.me/lucaskotovicz

Eu também não paro de ouvir o A Thousand Suns, novo álbum do Linkin Park. Recomendo mesmo, porque é muito bom. Já comprei minha passagem pro show, junto com a @fabianac, o Gui Reis e a Gabi Portela.
Eu to tão na pira que faz duas noites seguintes que eu sonho com qualquer coisa relacionada ao Linkin Park (sendo que um sonho era o show propriamente dito)

E é isso.
Depois eu volto com coisas interessantes. Tchau.

13 de set. de 2010

O tradeoff de Chapeuzinho Vermelho

Coluna feita para a revista Élégant, publicado na edição 6 - 2010. Também saiu no Jornal LONA (número 592) do curso de Jornalismo da Universidade Positivo

Você conhece a história da Chapeuzinho Vermelho? Se a resposta for não, pare imediatamente de ler este texto. Você tem três opções: ir conhecê-la e voltar a ler esta coluna, simplesmente desistir e virar a página ou continuar a ler e não entender nada (mas, sinceramente, acho pouco provável que alguém não conheça tal história). O ramo dos investimentos é parecido com a história da Chapeuzinho, mas com algumas ressalvas. Focaremos o meio da história: o lobo-mau, o caminho mais longo e o caminho mais curto. A diferença é que, ao invés do lobo lograr a Chapeuzinho e se disfarçar de vovó, nesta história aqui ele pode atacar a menina no meio do caminho.

O lobo nada mais é do que o mercado. De fato, ele o pode influenciar a seguir o caminho mais curto e arriscado. Porém, quem possui o controle de assumir a decisão é você. Durante a vida, todos nós passaremos por várias escolhas conflituosas. A Chapeuzinho teve de optar por um dos caminhos, e nós também o faremos, mas em várias ocasiões. Lembra-se da escolha no começo deste texto? Se você não conhecia a história, você escolheu uma das três opções. Economicamente falando, estas “escolhas conflituosas” são denominadas tradeoffs. Isto é, você está abrindo mão de algo para ganhar outro.

Para realizar um investimento, você passará por inúmeros tradeoffs, e é aqui que entra o caminho longo, o caminho curto e o nosso lobo-mau. Peguemos como exemplo a escolha de uma profissão. A grosso modo, o ser humano um dia deverá optar por um dos caminhos: entrar para uma faculdade e percorrer um longo e árduo caminho (caminho longo, porém mais seguro) ou não realizar uma graduação e tentar ganhar dinheiro de qualquer outro modo (caminho curto, porém muito mais arriscado). Dentro desse contexto, há o lobo: o mercado. É ele que determinará quem conseguirá completar qualquer um dos caminhos. E o mercado, atualmente, está extremamente seletivo.

Pouco tempo atrás a opção do curto caminho não era tão arriscada como hoje. Existem muitos casos de quem não fez faculdade e conseguiu obter um excelente status profissional. Quer melhor exemplo do que os jogadores de futebol? Poucos conseguem se tornar o que realmente pretendem. O jogador do Santos, Neymar, é um grande exemplo de quem teve sucesso ao fazer a opção pelo caminho curto. Com 18 anos de idade, o jogador ganha R$150 mil por mês tem um passe avaliado em mais de R$50 milhões. Ele conseguiu passar pelo lobo, mas e quantos meninos ainda estão tentando?

Investir no caminho mais longo dá um retorno praticamente certo. É claro que também é preciso empenho por parte de quem opta por ele. O mercado está cada vez mais seletivo. O lobo olha frequentemente para o caminho mais longo com uma fome voraz. Não é à toa que o setor educacional cresceu nos últimos anos. Cada vez mais pessoas optam pela faculdade pois há grandes chances deste investimento dar um retorno financeiro e profissional de acordo com suas expectativas. É por isso que hoje não basta apenas se formar, mas sim ter qualificação e ser um ótimo profissional.

Quem investe quer retorno, independente do caminho a ser escolhido. Portanto, quando você passar por um tradeoff, analise minuciosamente suas opções. São diferentes circunstâncias que nos fazem escolher o que achamos ideal. O exemplo dado foi referente ao plano profissional, mas a teoria vale para tudo: do horário em que você decide acordar (dormir até mais tarde e descansar ou dormir pouco e ir para a aula?) até o quanto de dinheiro você quer investir em ações (investir muito ou investir pouco dinheiro?). Você sempre estará abrindo mão de uma coisa para obter outra.

Esteja atento. Se o caminho escolhido não der certo, você ainda pode optar por outros caminhos. Seja por um lado ou pelo outro, você estará correndo riscos. E é preciso correr riscos. É o tamanho deles que está em jogo. A Chapeuzinho optou pelo caminho curto, mas ela não estava suficientemente equipada para combater o lobo em um eventual ataque. Esteja preparado.

3 de set. de 2010

Saiu na Tribuna do Paraná.

As informações são do repórter Marcelo Villinho, que redigiu a matéria Cigarro e canivete, que saiu na Tribuna deste sábado, 04 de Setembro.

O estudante de Medicina Veterinária da Tuiuti, Luiz Eduardo Kuretzki, 21 anos, foi preso na tarde de quinta-feira e se encontra no Centro de Triagem III, em Piraquara. Ele foi autuado por dupla tentativa de homicídio.
Thiago Pavelki, primo de Luiz Eduardo, que também se envolveu na briga, poderá ser indiciado por lesões corporais e participação em rixa.

Os dois corinthianos feridos são Victor Mauro Vicente, de 19 anos, e Diego Santana Siqueira, de 23. Victor foi sofreu um corte na cabeça e, segundo informações do jornal, continua internado em estado grave no Hospital Evangélico. Diego, que sofreu cortes no peito e nas nádegas, já recebeu alta.

A polícia conseguiu prender o acusado após ver as imagens das câmeras de segurança da UP. A partir da placa do carro, foi possível obter o endereço de Kuretzki.

As fotos (uma que aparece na capa e a outra que está na página 23 da Tribuna) podem ser melhor visualizadas através destes dois links:
http://www.flickr.com/photos/lucaskotovicz/4950389846/ 
http://www.flickr.com/photos/lucaskotovicz/4949796667/ 

Para mais informações, comprem a Tribuna de hoje.