Há alguns dias escrevi aqui no blog sobre os palpites futebolísticos que o jornalista José Ilan, do site globoesporte.com, dá em seu blog, através do que ele nomeou #polvoilan. Contestei seus 'chutes' sem ofender, fazendo uma "classificação #polvoilan". Na tabela, comprovei que o jornalista erra a maioria de seus palpites, o que é normal.
Esperando uma resposta sobre a classificação furada, publiquei o post no Twitter. Obtive de José Ilan a seguinte frase: "Era só o que me faltava". Ok, não é obrigação do jornalista responder todos os seus replies no Twitter, muito menos procurar se defender de uma simples estatística que não leva a nada. Era só uma curiosidade que eu tinha.
Porém, durante o último jogo da seleção brasileira (contra o Paraguai, pela Copa América), o que era uma dúvida virou certeza: o jornalista da Globo não sabe se defender. E, como se isso não bastasse, procura ofender e menosprezar aqueles que o contestam e que o criticam.
Contexto
Mano Menezes escalou Jadson como titular. Contestado - por mim, inclusive - o ex-jogador do Atlético-PR também foi alvo das críticas de José Ilan, que publicou no Twitter:
Menosprezou o jogador de forma humorada. Para mim, sem problemas: era a sua opinião. Mas Jadson fez o primeiro gol do Brasil na Copa América e calou a minha boca. Mais do que isso, o gol do jogador fez com que parte dos paranaenses que seguem Ilan no Twitter - principalmente atleticanos, jornalistas e estudantes de jornalismo - retribuissem seu comentário sobre o Jadson da mesma forma: com humor. Mas isso o jornalista carioca, já com 40 anos, não aceitou.
O primeiro comentário para José Ilan que vi foi o do estudante de Jornalismo e repórter do noticiafc.com, Miguel Locatelli. No tweet, duas palavras após o gol do Jadson: "AQUELE ABRAÇO!". Suficiente para que o jornalista bloqueasse o estudante no Twitter. Decidi então argumentar com Ilan, dizendo que seu comportamento era deplorável, pois várias pessoas tomam como exemplo jornalistas renomados. A minha crítica também serviu para que o péssimo palpiteiro me bloqueasse.
Mas o que impressionou não foi apenas os bloqueios baseados em absolutamente nada, como também os comentários ofensivos do carioca a todos os que o contestaram. Entre eles, xingamentos como "jumento", "dejeto" e "camundongo" entravam nos tweets, bem como o posicionamento preconceituoso para com os seguidores e, também, para com o próprio Jadson.
José Ilan, ao invés de argumentar, preferiu se fazer um ser superior. Pensou talvez que, por trabalhar na Globo e possuir milhares de seguidores, tenha o direito de desrespeitar qualquer pessoa, em qualquer ocasião.
Aprendizado
O jornalista não merecia um post, mesmo que do meu simples e insignificante blog. Aliás, não merecia uma letra que o mencionasse. Porém, escrevi para que a atitude deste jornalista seja exemplo para nós, que acompanhamos as celebridades jornalísticas diariamente.
Embora não seja papel do jornalista e do comentarista aparecer, há quem queira (e não são poucos) fazer exatamente isso. Os astros estão no gramado. Os comentaristas e jornalistas ficam famosos à medida que vão se destacando em seu trabalho, é inevitável.
Mas existe aquele tipo que, assim como alguns jogadores, toma a fama como poder absoluto e superioridade total. Acha-se no direito de menosprezar qualquer um que diga: "Ei, fazer isso não é legal, cara." ou, simplesmente, "Discordo da sua opinião".
José Ilan, sem dúvida alguma, é exemplo para muitas pessoas. Com 40 anos de idade, poderia se esperar dele um comportamento ético e mais profissional. No mínimo, educado. Hoje continua sendo exemplo para mim: exemplo do que não deve ser seguido, tanto pessoalmente como profissionalmente.
Sinceramente, eu prefiro permanecer na minha modesta insignificância perante os astros arrogantes a me comportar como se comportou José Ilan.
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11 de jul. de 2011
6 de jul. de 2011
Cinemark Curitiba: a realidade além do 3D.
Se você leu o título deste post e pensou: "Olha o cara fazendo propaganda para o Cinemark. Que merda!", enganou-se completamente. Nesse momento, você está conversando com alguém no MSN ou no Facebook? Então diga que volta em cinco minutos. É hora de ler o que o cinema Cinemark - do Shopping Barigui, em Curitiba - proporciona a seus clientes.
Como eu moro em Campo Largo, região metropolitana de Curitiba, querer ver um filme em 3D (ou simplesmente querer ir a um bom cinema) significa ter que ir para Curitiba, e o cinema mais perto é o Cinemark do Shopping Barigui.
Eu não teria muito do que reclamar: poltronas confortáveis, salas enormes e com excelente sistema de som e imagem, além de possuir salas 3D. E o preço? Um pouco caro, mas pela estrutura, vale a pena. Ou não?
Na primeira vez em que presenciei um grande problema no Cinemark, estava com minha família assistindo Homem Aranha 3, em 2007. Em 30 ou 40 minutos de filme, a imagem trava. Durante cinco minutos, os técnicos tentam voltar o filme e fazer com que este rode normalmente. Não deu. O que se espera em uma situação como essa? Um atendimento rápido, no mínimo. Não foi o que aconteceu. Por algum tempo todos os espectadores permaneceram na sala, reclamando em voz alta. A demora para o reembolso do dinheiro foi inacreditável. Não me recordo o tempo, mas pelo menos uma hora foi gasta com a espera. Algo que era relativamente simples de se resolver, tornou-se complicado. Os clientes, pacientes até certo ponto, ficaram com raiva - e a deixaram fluir. Os funcionários não estavam preparados para resolver problemas. Seria muito pretencioso por parte dos gerentes - ou até mesmo da filosofia do Cinemark - achar que o cinema seria sempre perfeito. Espero que não seja.
No dia seguinte, meu pensamento era de que aquele foi um caso isolado do cinema. Não foi.
Dois anos depois, as vítimas foram os espectadores de Sherlock Holmes. Faltando aproximadamente meia hora para o fim do filme, o som fica péssimo e a imagem na tela, distorcida. Durante cinco minutos, o que se ouviu foi o cochicho das pessoas, indagando sobre o que seria feito. Não foi feito nada. Nenhum contato dos funcionários, nenhuma explicação. Nada. O filme simplesmente continuou rodando, em um estado péssimo para o lazer, é verdade, mas continuou. Na saída, sete ou oito pessoas foram pedir as devidas explicações para um funcionário. Creio eu que de nada iria adiantar, afinal, todos assistiram o filme até o final.
Desta vez, saí indignado. Pelo problema com o filme, mas principalmente pela falta de atenção do Cinemark para com os seus clientes. No mínimo uma explicação deveria ter sido dada, ou talvez uma opção. Duas frases seriam o suficiente: "Senhores. Pedimos desculpas pelo problema com o filme. Gostaríamos de saber se vocês gostariam de terminar de ver o filme ou se querem aguardar outra seção." Ainda com a possibilidade de complemento: "Podemos entregar uma cortesia, caso os senhores não queiram ver o filme hoje". Difícil?
Ano: 2011. Filme: Transformers 3, em 3D. Após quatro anos, eu voltava com minha família para o Cinemark. Durante boa parte do filme, tudo ocorrendo como deve-se esperar que ocorra. Mas, em certo momento, vejo pessoas à minha frente levantarem. Falo em voz alta: "Mas o filme nem tá ruim, e as pessoas estão indo embora?". Meu cunhado, ao meu lado, simplesmente aponta para o teto: um fio de água caindo, e parte do teto aberto. O primeiro cinema que vai além do 3D: filme com realidade. A destruição de Chicago, em Transformers 3, foi além das telas e chegou à Curitiba.
O filme prossegue durante mais 20 minutos, quando é travado. Todas as luzes se acendem e uma funcionária do Cinemark aparece: "Boa noite. Então, o teto pode de desabar, pois não sabemos o tamanho da poça de água que está ali em cima." (Opa! Que legal ein!). "Então, peço que vocês - que estão sentados no meio - sentem dos lados. Se vocês não quiserem mais ver o filme, entregaremos uma cortesia".
Foram poucos os que saíram, mas confesso que fiquei imaginando a cena, caso o teto realmente desabasse. Se a questão prioritária fosse a segurança, todos deveriam ter saído da sala. Mas o lucro falou mais alto, e a vontade dos espectadores por terminar logo o filme, também. Creio que ninguém achou que o teto fosse desabar, mas, mesmo que ínfima, havia uma possibilidade. O Cinemark preferiu ser negligente, mas com a comodidade pacífica de seus clientes e com o dinheiro em caixa. Se escolhesse a opção de ser correto, arcaria com clientes revoltados e com devolução de todo o dinheiro, além de deixar que os espectadores levassem uma imagem negativa para casa. Uma escolha difícil. Mas o que aconteceria se o teto caísse? Como eu disse, uma escolha díficil.
Em 6 anos, presenciei três problemas no Cinemark. Não sei se é um número alto ou não, mas a partir do momento em que uma parcela do teto de um cinema cai, eu fico apreensivo. O problema, que antes era apenas nos filmes, passou para a estrutura.
Provavelmente voltarei a alguma das salas do Cinemark, mas confesso que com um pouco de receio. Irei ao cinema pensando: será que hoje vai dar problema?. Não deveria ser assim.
Mas a empresa tem grandes números. Afinal, são "446 salas em 54 complexos distribuídos em 30 cidades brasileiras, tendo recebido mais de 38 milhões de espectadores apenas em 2010", segundo o próprio site do cinema. Fica claro que, para o Cinemark, a quantidade está (bem) acima da qualidade.
_______________________________________
Pelo Twitter, o Shopping Barigui (@bariguishopping) lançou uma nota:
"Pedimos desculpas pelo ocorrido e as devidas providências já foram tomadas. Obrigada"
Como eu moro em Campo Largo, região metropolitana de Curitiba, querer ver um filme em 3D (ou simplesmente querer ir a um bom cinema) significa ter que ir para Curitiba, e o cinema mais perto é o Cinemark do Shopping Barigui.
Eu não teria muito do que reclamar: poltronas confortáveis, salas enormes e com excelente sistema de som e imagem, além de possuir salas 3D. E o preço? Um pouco caro, mas pela estrutura, vale a pena. Ou não?
Na primeira vez em que presenciei um grande problema no Cinemark, estava com minha família assistindo Homem Aranha 3, em 2007. Em 30 ou 40 minutos de filme, a imagem trava. Durante cinco minutos, os técnicos tentam voltar o filme e fazer com que este rode normalmente. Não deu. O que se espera em uma situação como essa? Um atendimento rápido, no mínimo. Não foi o que aconteceu. Por algum tempo todos os espectadores permaneceram na sala, reclamando em voz alta. A demora para o reembolso do dinheiro foi inacreditável. Não me recordo o tempo, mas pelo menos uma hora foi gasta com a espera. Algo que era relativamente simples de se resolver, tornou-se complicado. Os clientes, pacientes até certo ponto, ficaram com raiva - e a deixaram fluir. Os funcionários não estavam preparados para resolver problemas. Seria muito pretencioso por parte dos gerentes - ou até mesmo da filosofia do Cinemark - achar que o cinema seria sempre perfeito. Espero que não seja.
No dia seguinte, meu pensamento era de que aquele foi um caso isolado do cinema. Não foi.
Dois anos depois, as vítimas foram os espectadores de Sherlock Holmes. Faltando aproximadamente meia hora para o fim do filme, o som fica péssimo e a imagem na tela, distorcida. Durante cinco minutos, o que se ouviu foi o cochicho das pessoas, indagando sobre o que seria feito. Não foi feito nada. Nenhum contato dos funcionários, nenhuma explicação. Nada. O filme simplesmente continuou rodando, em um estado péssimo para o lazer, é verdade, mas continuou. Na saída, sete ou oito pessoas foram pedir as devidas explicações para um funcionário. Creio eu que de nada iria adiantar, afinal, todos assistiram o filme até o final.
Desta vez, saí indignado. Pelo problema com o filme, mas principalmente pela falta de atenção do Cinemark para com os seus clientes. No mínimo uma explicação deveria ter sido dada, ou talvez uma opção. Duas frases seriam o suficiente: "Senhores. Pedimos desculpas pelo problema com o filme. Gostaríamos de saber se vocês gostariam de terminar de ver o filme ou se querem aguardar outra seção." Ainda com a possibilidade de complemento: "Podemos entregar uma cortesia, caso os senhores não queiram ver o filme hoje". Difícil?
Ano: 2011. Filme: Transformers 3, em 3D. Após quatro anos, eu voltava com minha família para o Cinemark. Durante boa parte do filme, tudo ocorrendo como deve-se esperar que ocorra. Mas, em certo momento, vejo pessoas à minha frente levantarem. Falo em voz alta: "Mas o filme nem tá ruim, e as pessoas estão indo embora?". Meu cunhado, ao meu lado, simplesmente aponta para o teto: um fio de água caindo, e parte do teto aberto. O primeiro cinema que vai além do 3D: filme com realidade. A destruição de Chicago, em Transformers 3, foi além das telas e chegou à Curitiba.
O filme prossegue durante mais 20 minutos, quando é travado. Todas as luzes se acendem e uma funcionária do Cinemark aparece: "Boa noite. Então, o teto pode de desabar, pois não sabemos o tamanho da poça de água que está ali em cima." (Opa! Que legal ein!). "Então, peço que vocês - que estão sentados no meio - sentem dos lados. Se vocês não quiserem mais ver o filme, entregaremos uma cortesia".
Foram poucos os que saíram, mas confesso que fiquei imaginando a cena, caso o teto realmente desabasse. Se a questão prioritária fosse a segurança, todos deveriam ter saído da sala. Mas o lucro falou mais alto, e a vontade dos espectadores por terminar logo o filme, também. Creio que ninguém achou que o teto fosse desabar, mas, mesmo que ínfima, havia uma possibilidade. O Cinemark preferiu ser negligente, mas com a comodidade pacífica de seus clientes e com o dinheiro em caixa. Se escolhesse a opção de ser correto, arcaria com clientes revoltados e com devolução de todo o dinheiro, além de deixar que os espectadores levassem uma imagem negativa para casa. Uma escolha difícil. Mas o que aconteceria se o teto caísse? Como eu disse, uma escolha díficil.
Em 6 anos, presenciei três problemas no Cinemark. Não sei se é um número alto ou não, mas a partir do momento em que uma parcela do teto de um cinema cai, eu fico apreensivo. O problema, que antes era apenas nos filmes, passou para a estrutura.
Provavelmente voltarei a alguma das salas do Cinemark, mas confesso que com um pouco de receio. Irei ao cinema pensando: será que hoje vai dar problema?. Não deveria ser assim.
Mas a empresa tem grandes números. Afinal, são "446 salas em 54 complexos distribuídos em 30 cidades brasileiras, tendo recebido mais de 38 milhões de espectadores apenas em 2010", segundo o próprio site do cinema. Fica claro que, para o Cinemark, a quantidade está (bem) acima da qualidade.
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Pelo Twitter, o Shopping Barigui (@bariguishopping) lançou uma nota:
"Pedimos desculpas pelo ocorrido e as devidas providências já foram tomadas. Obrigada"
4 de ago. de 2010
SWU, o festival da sustentabilidade
Três dias de shows, 26 atrações nacionais e internacionais já confirmadas, entre as quais estão grandes nomes do cenário musical, como Linkin Park, Rage Against the Machine e Kings of Leon. Todos buscando conscientizar o maior número de pessoas em torno da sustentabilidade, tema discutido veemente pelos vários líderes mundiais e que se tornou quase obrigatório ser discutido e viabilizado nos diversos ramos empresariais.
Esse será o Festival SWU (Starts With You – Começa com Você), que ocorrerá entre os dias 9 e 11 de outubro na cidade de Itu, em São Paulo. Apesar disso tudo, há quem não goste.
Nos bastidores, um grande esforço para viabilizar um evento desta magnitude em território brasileiro está sendo feito. Para se ter ideia, o último grande festival ocorrido no Brasil foi o longínquo Rock in Rio, em 2001. De lá para cá, apenas grandes shows individuais, caso dos Rolling Stones, U2 e Iron Maiden. E apesar disso tudo, há quem continue não gostando.
A ideia inicial é do empresário Eduardo Fischer, e é muito boa. O assunto do momento é sustentabilidade (e continuará sendo por vários e vários anos, pois o “sinal vermelho” da Terra já acendeu e estamos demorando a percebê-lo). O objetivo do evento não é apenas divertir o maior número de pessoas, mas também conscientizá-las. Dizer, através do que elas gostam, algo como: “Caras! Vocês têm que fazer a sua parte para salvar o planeta!”. Mas, apesar de tudo isso, muitos continuam não gostando do SWU.
No final de cada um dos três parágrafos iniciais eu disse que há pessoas que não gostam desta ótima iniciativa. E este texto é destinado a elas.
Quem foi aos últimos Rock in Rio, e até mesmo aos shows das grandes bandas, certamente criticará. Com toda a certeza o SWU não levará nem 30% do público total do Rock in Rio, em 2001, mas devemos observar que naquele ano tínhamos um grau de exigência muito menor da que encontramos hoje, quanto à segurança dos espectadores.
Questões como capacidade, segurança, comodidade e área para deficientes físicos não eram prioritárias. O importante era colocar o maior número de gente possível, independente dos riscos. Para exemplificar, a mesma exigência de capacidade acontece nos estádios de futebol.
O Maracanã já chegou a comportar 194 mil espectadores em uma partida de futebol. Hoje, o número máximo do estádio é de 82 mil lugares. Não se pode mais reclamar do número de pessoas que assistirão o evento. Os tempos mudaram e trouxeram mais racionalização por parte de quem promove espetáculos.
Agora, entro no problema “bandas”. Após a confirmação de grandes nomes nacionais (Capital Inicial e Jota Quest), o mundo cibernético entrou em colapso depois de tantas reclamações. Infelizmente Raul Seixas, Legião Urbana e Cássia Eller já não estão mais entre nós.
Há quem reclame da falta de alguns nomes internacionais, como Rush e Red Hot Chili Peppers. Bandas deste porte obtêm muito mais vantagem em fazer um show fora de grandes festivais, pois, além da valorização da sua marca, não há a preocupação com a divisão de palcos (e de renda) com outras bandas.
Infelizmente, é impossível agradar a gregos e troianos. Cada pessoa tem seu gosto musical, e a organização do SWU fez o possível para trazer ao Brasil artistas de diferentes estilos.
E para trazer grandes nomes é preciso bancá-los. E aqui vem o questionamento sobre o preço dos ingressos. É caro, mas nada além do que poderia se esperar. Para assistir a um show do Rush, no Brasil, o preço do ingresso para a pista normal é de R$250. Para assistir a um dia do SWU, o preço da pista é de R$240.
Por fim, há sim quem reclame da postura sustentável a que o SWU se dedica. Simplesmente não tenho o que falar para essas pessoas. A sustentabilidade nada mais é do que foco de todas as nações e empresas que querem um mundo melhor para se viver, e que estão preocupadas com o rumo que o planeta pode levar. Nas atuais circunstâncias, a Terra não sobreviverá muito mais do que as previsões realizadas. É preciso mudar, e o SWU dedica-se a isto.
Esse será o Festival SWU (Starts With You – Começa com Você), que ocorrerá entre os dias 9 e 11 de outubro na cidade de Itu, em São Paulo. Apesar disso tudo, há quem não goste.
Nos bastidores, um grande esforço para viabilizar um evento desta magnitude em território brasileiro está sendo feito. Para se ter ideia, o último grande festival ocorrido no Brasil foi o longínquo Rock in Rio, em 2001. De lá para cá, apenas grandes shows individuais, caso dos Rolling Stones, U2 e Iron Maiden. E apesar disso tudo, há quem continue não gostando.
A ideia inicial é do empresário Eduardo Fischer, e é muito boa. O assunto do momento é sustentabilidade (e continuará sendo por vários e vários anos, pois o “sinal vermelho” da Terra já acendeu e estamos demorando a percebê-lo). O objetivo do evento não é apenas divertir o maior número de pessoas, mas também conscientizá-las. Dizer, através do que elas gostam, algo como: “Caras! Vocês têm que fazer a sua parte para salvar o planeta!”. Mas, apesar de tudo isso, muitos continuam não gostando do SWU.
No final de cada um dos três parágrafos iniciais eu disse que há pessoas que não gostam desta ótima iniciativa. E este texto é destinado a elas.
Quem foi aos últimos Rock in Rio, e até mesmo aos shows das grandes bandas, certamente criticará. Com toda a certeza o SWU não levará nem 30% do público total do Rock in Rio, em 2001, mas devemos observar que naquele ano tínhamos um grau de exigência muito menor da que encontramos hoje, quanto à segurança dos espectadores.
Questões como capacidade, segurança, comodidade e área para deficientes físicos não eram prioritárias. O importante era colocar o maior número de gente possível, independente dos riscos. Para exemplificar, a mesma exigência de capacidade acontece nos estádios de futebol.
O Maracanã já chegou a comportar 194 mil espectadores em uma partida de futebol. Hoje, o número máximo do estádio é de 82 mil lugares. Não se pode mais reclamar do número de pessoas que assistirão o evento. Os tempos mudaram e trouxeram mais racionalização por parte de quem promove espetáculos.
Agora, entro no problema “bandas”. Após a confirmação de grandes nomes nacionais (Capital Inicial e Jota Quest), o mundo cibernético entrou em colapso depois de tantas reclamações. Infelizmente Raul Seixas, Legião Urbana e Cássia Eller já não estão mais entre nós.
Há quem reclame da falta de alguns nomes internacionais, como Rush e Red Hot Chili Peppers. Bandas deste porte obtêm muito mais vantagem em fazer um show fora de grandes festivais, pois, além da valorização da sua marca, não há a preocupação com a divisão de palcos (e de renda) com outras bandas.
Infelizmente, é impossível agradar a gregos e troianos. Cada pessoa tem seu gosto musical, e a organização do SWU fez o possível para trazer ao Brasil artistas de diferentes estilos.
E para trazer grandes nomes é preciso bancá-los. E aqui vem o questionamento sobre o preço dos ingressos. É caro, mas nada além do que poderia se esperar. Para assistir a um show do Rush, no Brasil, o preço do ingresso para a pista normal é de R$250. Para assistir a um dia do SWU, o preço da pista é de R$240.
Por fim, há sim quem reclame da postura sustentável a que o SWU se dedica. Simplesmente não tenho o que falar para essas pessoas. A sustentabilidade nada mais é do que foco de todas as nações e empresas que querem um mundo melhor para se viver, e que estão preocupadas com o rumo que o planeta pode levar. Nas atuais circunstâncias, a Terra não sobreviverá muito mais do que as previsões realizadas. É preciso mudar, e o SWU dedica-se a isto.
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