Pessoal, esse é um post específico para os alunos que fazem História do Pensamento Econômico no curso de Economia da UFPR, mas se você ficou interessado...
Então, seguem abaixo o texto do Galbraith e os livros do Schumpeter.
(Para acessar, é só clicar nos links)
GALBRAITH (cap. 7 e 8):
Link para download
SCHUMPETER
Texto 1
Download do texto 1
Texto 2
Download do texto 2
8 de nov. de 2011
3 de out. de 2011
Auto-rotina.
Acordo com meu celular disparando os primeiros acordes de New Divide. São 05:29 e eu não deixo que a música ultrapasse dois segundos de duração. (Talvez por isso eu ainda goste de escutar ela inteira). Normalmente aperto o botão do celular que dá mais cinco minutos de vantagem para o meu sono. São como cinco minutos de prorrogação. O jogo vai até 50. Em certos dias ele vence, mas na grande maioria das vezes, muito relutante, eu desperto. Não me lembro mais de meus sonhos. Minhas pouco mais (ou pouco menos) de cinco horas dormindo não deixam que meu cérebro guarde esse tipo de informação preciosa. Lembro-me em algumas vezes da(s) pessoa(s) com quem sonhei, o que não ajuda muito meu coração.
Viro de barriga para baixo e a essa altura já não tenho mais cobertores à minha volta. Acho que o frio é mais eficiente que meu despertador Nokia. Fico de joelhos, penso por dois ou três minutos em algum aspecto da minha vida, e finalmente me sento à beira da cama. Minha mão esquerda, como quem não tem outra escolha, aperta o interruptor, acendendo uma forte luz branca. Meus olhos ficam indignados: "Ei! Nós deveríamos permanecer fechados por pelo menos oito horas!". Desculpem-me.
Não tenho tempo pra escovar os dentes. Não tenho o hábito de lavar o rosto. Simplesmente deixo minha escova, minha pasta, meu desodorante e meu perfume na mochila. Vou até a cozinha, pego o leite, pego o copo e pego o Toddy (ou Nescau, mas eu prefiro Toddy), nessa ordem. Sou o primeiro a acordar em casa, então não tem café na mesa. Me viro com o achocolatado e, quando tem, como um pedaço de bolo.
5:46. Escuto a van parar em frente à minha casa. Ando até meu quarto, pego minha mochila, pego meu iPod shuffle, prendo-o em minha calça jeans e saio de casa. Vejo o dia (ou a noite) lá fora. Gosto especialmente quando o céu está sem nuvens, mas também gosto quando ainda está noite ou quando está nublado. Não gostar da natureza me parece um tanto errado. Há outras coisas para se não gostar.
Na van, só três pessoas, contando com o motorista. Prefiro sentar à esquerda, nas últimas duas fileiras (preferencialmente a última). Ajeito minha mochila em meu colo e tomo o cuidado para que meus chaveiros de Salvador e da Coca-Cola não fiquem batendo. Coloco os fones do meu iPod em meus ouvidos (primeiro o direito, depois o esquerdo) e passo o resto da viagem ouvindo Linkin Park, Blink 182, Sum 41, CPM 22, Los Hermanos e Legião Urbana, não necessariamente nessa ordem. Me adaptei a dormir na van, então eu durmo, mas não é um sono bom. É só a necessidade de um sono.
Também me adaptei a acordar no momento certo, quando a van está a 3 minutos da universidade. Chego sempre entre 07:00 a 07:15, com ênfase para 07:06. Aviso o motorista: "Vou voltar/Não volto hoje". Entro no prédio e me encaminho para o banheiro. Usava o do térreo até um mês atrás mas, só para mudar a rotina, comecei a frequentar os banheiros do 1º andar. A luz se acende e eu me dirijo ao banheiro preferencial para deficientes. Ali eu posso trancar a porta e não me incomodar com quem chega. Escovo os dentes, passo desodorante e, por vezes, o perfume.
Desço. Converso com dois de meus melhores amigos ou com alguns colegas. Às vezes vamos até a cantina e compramos um café. Às vezes eu faço isso sozinho. Quando tenho aula, entro na sala e me acomodo em uma carteira da última fileira do canto direito, preferencialmente. Frequentemente abro o laptop, abro o Twitter, Facebook e Gmail, nessa ordem (quando a internet deixa). Twittava até um mês atrás, mas por querer evitar alguns tweets (que talvez podem ser daquela(s) pessoa(s) com quem sonhei), deixei de usar assiduamente as redes sociais. Um ou dois tweets por dia, e fim. Às vezes abro o caderno e faço algumas anotações, mas pouca coisa. Decidi ser mais estudioso e anotar mais, quinze dias atrás. Estou surpreso comigo mesmo: estou fazendo isso. Quando não tenho aula, vou para o escritório realizar meus trabalhos ou procuro uma sala vazia para ler meu atual livro. Preferencialmente, sento em uma cadeira estofada. Também tenho minhas salas preferenciais.
No intervalo, mais conversas com dois de meus melhores amigos. Vamos até a cantina, compramos um salgado ou um pão de queijo (preferencialmente o pão de queijo, para eles). Eu peço catchup. Sentamo-nos em uma das mesas da cantina. Por vezes caminhamos pelo campus.
Na volta, quando tenho aula, o processo inicial se repete. Quando não tenho aula, o processo inicial também se repete mas, ultimamente, apenas vou para o escritório.
À tarde e à noite eu não tenho mais rotina. Faço coisas diferentes, vou a lugares diferentes, chego (ou não chego) em casa em horários diferentes. A minha única rotina era abrir meu MSN. Não abro mais. Também não recebo mais mensagens no celular, nem as mando. Não tenho mais alguém pra brigar comigo, alguém com quem rir, discordar ou me sentir bem.
Porém, pensando melhor, tenho uma única rotina, sim. Estabeleci uma rotina, à tarde e à noite. Uma rotina que não tem horário nem local programado, mas que é diária. É a rotina de pensar se foi importante ou não. É pensar se foi verdadeiro ou não. Pensar se foi ridículo ou não. Se foi errado ou não. Se foi. Foi.
Essas palavras não soam como desilusão. Soam como incerteza. Incerteza de tudo o que pareceu ser ou de tudo que realmente foi. O meu 'não sei' nunca esteve tão forte.
Esteve. Foi. Palavras do passado, que se referem ao passado.
Passado.
Não é mais.
Não mais.
Não é.
Foi.
Viro de barriga para baixo e a essa altura já não tenho mais cobertores à minha volta. Acho que o frio é mais eficiente que meu despertador Nokia. Fico de joelhos, penso por dois ou três minutos em algum aspecto da minha vida, e finalmente me sento à beira da cama. Minha mão esquerda, como quem não tem outra escolha, aperta o interruptor, acendendo uma forte luz branca. Meus olhos ficam indignados: "Ei! Nós deveríamos permanecer fechados por pelo menos oito horas!". Desculpem-me.
Não tenho tempo pra escovar os dentes. Não tenho o hábito de lavar o rosto. Simplesmente deixo minha escova, minha pasta, meu desodorante e meu perfume na mochila. Vou até a cozinha, pego o leite, pego o copo e pego o Toddy (ou Nescau, mas eu prefiro Toddy), nessa ordem. Sou o primeiro a acordar em casa, então não tem café na mesa. Me viro com o achocolatado e, quando tem, como um pedaço de bolo.
5:46. Escuto a van parar em frente à minha casa. Ando até meu quarto, pego minha mochila, pego meu iPod shuffle, prendo-o em minha calça jeans e saio de casa. Vejo o dia (ou a noite) lá fora. Gosto especialmente quando o céu está sem nuvens, mas também gosto quando ainda está noite ou quando está nublado. Não gostar da natureza me parece um tanto errado. Há outras coisas para se não gostar.
Na van, só três pessoas, contando com o motorista. Prefiro sentar à esquerda, nas últimas duas fileiras (preferencialmente a última). Ajeito minha mochila em meu colo e tomo o cuidado para que meus chaveiros de Salvador e da Coca-Cola não fiquem batendo. Coloco os fones do meu iPod em meus ouvidos (primeiro o direito, depois o esquerdo) e passo o resto da viagem ouvindo Linkin Park, Blink 182, Sum 41, CPM 22, Los Hermanos e Legião Urbana, não necessariamente nessa ordem. Me adaptei a dormir na van, então eu durmo, mas não é um sono bom. É só a necessidade de um sono.
Também me adaptei a acordar no momento certo, quando a van está a 3 minutos da universidade. Chego sempre entre 07:00 a 07:15, com ênfase para 07:06. Aviso o motorista: "Vou voltar/Não volto hoje". Entro no prédio e me encaminho para o banheiro. Usava o do térreo até um mês atrás mas, só para mudar a rotina, comecei a frequentar os banheiros do 1º andar. A luz se acende e eu me dirijo ao banheiro preferencial para deficientes. Ali eu posso trancar a porta e não me incomodar com quem chega. Escovo os dentes, passo desodorante e, por vezes, o perfume.
Desço. Converso com dois de meus melhores amigos ou com alguns colegas. Às vezes vamos até a cantina e compramos um café. Às vezes eu faço isso sozinho. Quando tenho aula, entro na sala e me acomodo em uma carteira da última fileira do canto direito, preferencialmente. Frequentemente abro o laptop, abro o Twitter, Facebook e Gmail, nessa ordem (quando a internet deixa). Twittava até um mês atrás, mas por querer evitar alguns tweets (que talvez podem ser daquela(s) pessoa(s) com quem sonhei), deixei de usar assiduamente as redes sociais. Um ou dois tweets por dia, e fim. Às vezes abro o caderno e faço algumas anotações, mas pouca coisa. Decidi ser mais estudioso e anotar mais, quinze dias atrás. Estou surpreso comigo mesmo: estou fazendo isso. Quando não tenho aula, vou para o escritório realizar meus trabalhos ou procuro uma sala vazia para ler meu atual livro. Preferencialmente, sento em uma cadeira estofada. Também tenho minhas salas preferenciais.
No intervalo, mais conversas com dois de meus melhores amigos. Vamos até a cantina, compramos um salgado ou um pão de queijo (preferencialmente o pão de queijo, para eles). Eu peço catchup. Sentamo-nos em uma das mesas da cantina. Por vezes caminhamos pelo campus.
Na volta, quando tenho aula, o processo inicial se repete. Quando não tenho aula, o processo inicial também se repete mas, ultimamente, apenas vou para o escritório.
À tarde e à noite eu não tenho mais rotina. Faço coisas diferentes, vou a lugares diferentes, chego (ou não chego) em casa em horários diferentes. A minha única rotina era abrir meu MSN. Não abro mais. Também não recebo mais mensagens no celular, nem as mando. Não tenho mais alguém pra brigar comigo, alguém com quem rir, discordar ou me sentir bem.
Porém, pensando melhor, tenho uma única rotina, sim. Estabeleci uma rotina, à tarde e à noite. Uma rotina que não tem horário nem local programado, mas que é diária. É a rotina de pensar se foi importante ou não. É pensar se foi verdadeiro ou não. Pensar se foi ridículo ou não. Se foi errado ou não. Se foi. Foi.
Essas palavras não soam como desilusão. Soam como incerteza. Incerteza de tudo o que pareceu ser ou de tudo que realmente foi. O meu 'não sei' nunca esteve tão forte.
Esteve. Foi. Palavras do passado, que se referem ao passado.
Passado.
Não é mais.
Não mais.
Não é.
Foi.
11 de jul. de 2011
Seu José Ilan! Que decepção...
Há alguns dias escrevi aqui no blog sobre os palpites futebolísticos que o jornalista José Ilan, do site globoesporte.com, dá em seu blog, através do que ele nomeou #polvoilan. Contestei seus 'chutes' sem ofender, fazendo uma "classificação #polvoilan". Na tabela, comprovei que o jornalista erra a maioria de seus palpites, o que é normal.
Esperando uma resposta sobre a classificação furada, publiquei o post no Twitter. Obtive de José Ilan a seguinte frase: "Era só o que me faltava". Ok, não é obrigação do jornalista responder todos os seus replies no Twitter, muito menos procurar se defender de uma simples estatística que não leva a nada. Era só uma curiosidade que eu tinha.
Porém, durante o último jogo da seleção brasileira (contra o Paraguai, pela Copa América), o que era uma dúvida virou certeza: o jornalista da Globo não sabe se defender. E, como se isso não bastasse, procura ofender e menosprezar aqueles que o contestam e que o criticam.
Contexto
Mano Menezes escalou Jadson como titular. Contestado - por mim, inclusive - o ex-jogador do Atlético-PR também foi alvo das críticas de José Ilan, que publicou no Twitter:
Menosprezou o jogador de forma humorada. Para mim, sem problemas: era a sua opinião. Mas Jadson fez o primeiro gol do Brasil na Copa América e calou a minha boca. Mais do que isso, o gol do jogador fez com que parte dos paranaenses que seguem Ilan no Twitter - principalmente atleticanos, jornalistas e estudantes de jornalismo - retribuissem seu comentário sobre o Jadson da mesma forma: com humor. Mas isso o jornalista carioca, já com 40 anos, não aceitou.
O primeiro comentário para José Ilan que vi foi o do estudante de Jornalismo e repórter do noticiafc.com, Miguel Locatelli. No tweet, duas palavras após o gol do Jadson: "AQUELE ABRAÇO!". Suficiente para que o jornalista bloqueasse o estudante no Twitter. Decidi então argumentar com Ilan, dizendo que seu comportamento era deplorável, pois várias pessoas tomam como exemplo jornalistas renomados. A minha crítica também serviu para que o péssimo palpiteiro me bloqueasse.
Mas o que impressionou não foi apenas os bloqueios baseados em absolutamente nada, como também os comentários ofensivos do carioca a todos os que o contestaram. Entre eles, xingamentos como "jumento", "dejeto" e "camundongo" entravam nos tweets, bem como o posicionamento preconceituoso para com os seguidores e, também, para com o próprio Jadson.
José Ilan, ao invés de argumentar, preferiu se fazer um ser superior. Pensou talvez que, por trabalhar na Globo e possuir milhares de seguidores, tenha o direito de desrespeitar qualquer pessoa, em qualquer ocasião.
Aprendizado
O jornalista não merecia um post, mesmo que do meu simples e insignificante blog. Aliás, não merecia uma letra que o mencionasse. Porém, escrevi para que a atitude deste jornalista seja exemplo para nós, que acompanhamos as celebridades jornalísticas diariamente.
Embora não seja papel do jornalista e do comentarista aparecer, há quem queira (e não são poucos) fazer exatamente isso. Os astros estão no gramado. Os comentaristas e jornalistas ficam famosos à medida que vão se destacando em seu trabalho, é inevitável.
Mas existe aquele tipo que, assim como alguns jogadores, toma a fama como poder absoluto e superioridade total. Acha-se no direito de menosprezar qualquer um que diga: "Ei, fazer isso não é legal, cara." ou, simplesmente, "Discordo da sua opinião".
José Ilan, sem dúvida alguma, é exemplo para muitas pessoas. Com 40 anos de idade, poderia se esperar dele um comportamento ético e mais profissional. No mínimo, educado. Hoje continua sendo exemplo para mim: exemplo do que não deve ser seguido, tanto pessoalmente como profissionalmente.
Sinceramente, eu prefiro permanecer na minha modesta insignificância perante os astros arrogantes a me comportar como se comportou José Ilan.
Esperando uma resposta sobre a classificação furada, publiquei o post no Twitter. Obtive de José Ilan a seguinte frase: "Era só o que me faltava". Ok, não é obrigação do jornalista responder todos os seus replies no Twitter, muito menos procurar se defender de uma simples estatística que não leva a nada. Era só uma curiosidade que eu tinha.
Porém, durante o último jogo da seleção brasileira (contra o Paraguai, pela Copa América), o que era uma dúvida virou certeza: o jornalista da Globo não sabe se defender. E, como se isso não bastasse, procura ofender e menosprezar aqueles que o contestam e que o criticam.
Contexto
Mano Menezes escalou Jadson como titular. Contestado - por mim, inclusive - o ex-jogador do Atlético-PR também foi alvo das críticas de José Ilan, que publicou no Twitter:
Menosprezou o jogador de forma humorada. Para mim, sem problemas: era a sua opinião. Mas Jadson fez o primeiro gol do Brasil na Copa América e calou a minha boca. Mais do que isso, o gol do jogador fez com que parte dos paranaenses que seguem Ilan no Twitter - principalmente atleticanos, jornalistas e estudantes de jornalismo - retribuissem seu comentário sobre o Jadson da mesma forma: com humor. Mas isso o jornalista carioca, já com 40 anos, não aceitou.
O primeiro comentário para José Ilan que vi foi o do estudante de Jornalismo e repórter do noticiafc.com, Miguel Locatelli. No tweet, duas palavras após o gol do Jadson: "AQUELE ABRAÇO!". Suficiente para que o jornalista bloqueasse o estudante no Twitter. Decidi então argumentar com Ilan, dizendo que seu comportamento era deplorável, pois várias pessoas tomam como exemplo jornalistas renomados. A minha crítica também serviu para que o péssimo palpiteiro me bloqueasse.
Mas o que impressionou não foi apenas os bloqueios baseados em absolutamente nada, como também os comentários ofensivos do carioca a todos os que o contestaram. Entre eles, xingamentos como "jumento", "dejeto" e "camundongo" entravam nos tweets, bem como o posicionamento preconceituoso para com os seguidores e, também, para com o próprio Jadson.
José Ilan, ao invés de argumentar, preferiu se fazer um ser superior. Pensou talvez que, por trabalhar na Globo e possuir milhares de seguidores, tenha o direito de desrespeitar qualquer pessoa, em qualquer ocasião.
Aprendizado
O jornalista não merecia um post, mesmo que do meu simples e insignificante blog. Aliás, não merecia uma letra que o mencionasse. Porém, escrevi para que a atitude deste jornalista seja exemplo para nós, que acompanhamos as celebridades jornalísticas diariamente.
Embora não seja papel do jornalista e do comentarista aparecer, há quem queira (e não são poucos) fazer exatamente isso. Os astros estão no gramado. Os comentaristas e jornalistas ficam famosos à medida que vão se destacando em seu trabalho, é inevitável.
Mas existe aquele tipo que, assim como alguns jogadores, toma a fama como poder absoluto e superioridade total. Acha-se no direito de menosprezar qualquer um que diga: "Ei, fazer isso não é legal, cara." ou, simplesmente, "Discordo da sua opinião".
José Ilan, sem dúvida alguma, é exemplo para muitas pessoas. Com 40 anos de idade, poderia se esperar dele um comportamento ético e mais profissional. No mínimo, educado. Hoje continua sendo exemplo para mim: exemplo do que não deve ser seguido, tanto pessoalmente como profissionalmente.
Sinceramente, eu prefiro permanecer na minha modesta insignificância perante os astros arrogantes a me comportar como se comportou José Ilan.
6 de jul. de 2011
Cinemark Curitiba: a realidade além do 3D.
Se você leu o título deste post e pensou: "Olha o cara fazendo propaganda para o Cinemark. Que merda!", enganou-se completamente. Nesse momento, você está conversando com alguém no MSN ou no Facebook? Então diga que volta em cinco minutos. É hora de ler o que o cinema Cinemark - do Shopping Barigui, em Curitiba - proporciona a seus clientes.
Como eu moro em Campo Largo, região metropolitana de Curitiba, querer ver um filme em 3D (ou simplesmente querer ir a um bom cinema) significa ter que ir para Curitiba, e o cinema mais perto é o Cinemark do Shopping Barigui.
Eu não teria muito do que reclamar: poltronas confortáveis, salas enormes e com excelente sistema de som e imagem, além de possuir salas 3D. E o preço? Um pouco caro, mas pela estrutura, vale a pena. Ou não?
Na primeira vez em que presenciei um grande problema no Cinemark, estava com minha família assistindo Homem Aranha 3, em 2007. Em 30 ou 40 minutos de filme, a imagem trava. Durante cinco minutos, os técnicos tentam voltar o filme e fazer com que este rode normalmente. Não deu. O que se espera em uma situação como essa? Um atendimento rápido, no mínimo. Não foi o que aconteceu. Por algum tempo todos os espectadores permaneceram na sala, reclamando em voz alta. A demora para o reembolso do dinheiro foi inacreditável. Não me recordo o tempo, mas pelo menos uma hora foi gasta com a espera. Algo que era relativamente simples de se resolver, tornou-se complicado. Os clientes, pacientes até certo ponto, ficaram com raiva - e a deixaram fluir. Os funcionários não estavam preparados para resolver problemas. Seria muito pretencioso por parte dos gerentes - ou até mesmo da filosofia do Cinemark - achar que o cinema seria sempre perfeito. Espero que não seja.
No dia seguinte, meu pensamento era de que aquele foi um caso isolado do cinema. Não foi.
Dois anos depois, as vítimas foram os espectadores de Sherlock Holmes. Faltando aproximadamente meia hora para o fim do filme, o som fica péssimo e a imagem na tela, distorcida. Durante cinco minutos, o que se ouviu foi o cochicho das pessoas, indagando sobre o que seria feito. Não foi feito nada. Nenhum contato dos funcionários, nenhuma explicação. Nada. O filme simplesmente continuou rodando, em um estado péssimo para o lazer, é verdade, mas continuou. Na saída, sete ou oito pessoas foram pedir as devidas explicações para um funcionário. Creio eu que de nada iria adiantar, afinal, todos assistiram o filme até o final.
Desta vez, saí indignado. Pelo problema com o filme, mas principalmente pela falta de atenção do Cinemark para com os seus clientes. No mínimo uma explicação deveria ter sido dada, ou talvez uma opção. Duas frases seriam o suficiente: "Senhores. Pedimos desculpas pelo problema com o filme. Gostaríamos de saber se vocês gostariam de terminar de ver o filme ou se querem aguardar outra seção." Ainda com a possibilidade de complemento: "Podemos entregar uma cortesia, caso os senhores não queiram ver o filme hoje". Difícil?
Ano: 2011. Filme: Transformers 3, em 3D. Após quatro anos, eu voltava com minha família para o Cinemark. Durante boa parte do filme, tudo ocorrendo como deve-se esperar que ocorra. Mas, em certo momento, vejo pessoas à minha frente levantarem. Falo em voz alta: "Mas o filme nem tá ruim, e as pessoas estão indo embora?". Meu cunhado, ao meu lado, simplesmente aponta para o teto: um fio de água caindo, e parte do teto aberto. O primeiro cinema que vai além do 3D: filme com realidade. A destruição de Chicago, em Transformers 3, foi além das telas e chegou à Curitiba.
O filme prossegue durante mais 20 minutos, quando é travado. Todas as luzes se acendem e uma funcionária do Cinemark aparece: "Boa noite. Então, o teto pode de desabar, pois não sabemos o tamanho da poça de água que está ali em cima." (Opa! Que legal ein!). "Então, peço que vocês - que estão sentados no meio - sentem dos lados. Se vocês não quiserem mais ver o filme, entregaremos uma cortesia".
Foram poucos os que saíram, mas confesso que fiquei imaginando a cena, caso o teto realmente desabasse. Se a questão prioritária fosse a segurança, todos deveriam ter saído da sala. Mas o lucro falou mais alto, e a vontade dos espectadores por terminar logo o filme, também. Creio que ninguém achou que o teto fosse desabar, mas, mesmo que ínfima, havia uma possibilidade. O Cinemark preferiu ser negligente, mas com a comodidade pacífica de seus clientes e com o dinheiro em caixa. Se escolhesse a opção de ser correto, arcaria com clientes revoltados e com devolução de todo o dinheiro, além de deixar que os espectadores levassem uma imagem negativa para casa. Uma escolha difícil. Mas o que aconteceria se o teto caísse? Como eu disse, uma escolha díficil.
Em 6 anos, presenciei três problemas no Cinemark. Não sei se é um número alto ou não, mas a partir do momento em que uma parcela do teto de um cinema cai, eu fico apreensivo. O problema, que antes era apenas nos filmes, passou para a estrutura.
Provavelmente voltarei a alguma das salas do Cinemark, mas confesso que com um pouco de receio. Irei ao cinema pensando: será que hoje vai dar problema?. Não deveria ser assim.
Mas a empresa tem grandes números. Afinal, são "446 salas em 54 complexos distribuídos em 30 cidades brasileiras, tendo recebido mais de 38 milhões de espectadores apenas em 2010", segundo o próprio site do cinema. Fica claro que, para o Cinemark, a quantidade está (bem) acima da qualidade.
_______________________________________
Pelo Twitter, o Shopping Barigui (@bariguishopping) lançou uma nota:
"Pedimos desculpas pelo ocorrido e as devidas providências já foram tomadas. Obrigada"
Como eu moro em Campo Largo, região metropolitana de Curitiba, querer ver um filme em 3D (ou simplesmente querer ir a um bom cinema) significa ter que ir para Curitiba, e o cinema mais perto é o Cinemark do Shopping Barigui.
Eu não teria muito do que reclamar: poltronas confortáveis, salas enormes e com excelente sistema de som e imagem, além de possuir salas 3D. E o preço? Um pouco caro, mas pela estrutura, vale a pena. Ou não?
Na primeira vez em que presenciei um grande problema no Cinemark, estava com minha família assistindo Homem Aranha 3, em 2007. Em 30 ou 40 minutos de filme, a imagem trava. Durante cinco minutos, os técnicos tentam voltar o filme e fazer com que este rode normalmente. Não deu. O que se espera em uma situação como essa? Um atendimento rápido, no mínimo. Não foi o que aconteceu. Por algum tempo todos os espectadores permaneceram na sala, reclamando em voz alta. A demora para o reembolso do dinheiro foi inacreditável. Não me recordo o tempo, mas pelo menos uma hora foi gasta com a espera. Algo que era relativamente simples de se resolver, tornou-se complicado. Os clientes, pacientes até certo ponto, ficaram com raiva - e a deixaram fluir. Os funcionários não estavam preparados para resolver problemas. Seria muito pretencioso por parte dos gerentes - ou até mesmo da filosofia do Cinemark - achar que o cinema seria sempre perfeito. Espero que não seja.
No dia seguinte, meu pensamento era de que aquele foi um caso isolado do cinema. Não foi.
Dois anos depois, as vítimas foram os espectadores de Sherlock Holmes. Faltando aproximadamente meia hora para o fim do filme, o som fica péssimo e a imagem na tela, distorcida. Durante cinco minutos, o que se ouviu foi o cochicho das pessoas, indagando sobre o que seria feito. Não foi feito nada. Nenhum contato dos funcionários, nenhuma explicação. Nada. O filme simplesmente continuou rodando, em um estado péssimo para o lazer, é verdade, mas continuou. Na saída, sete ou oito pessoas foram pedir as devidas explicações para um funcionário. Creio eu que de nada iria adiantar, afinal, todos assistiram o filme até o final.
Desta vez, saí indignado. Pelo problema com o filme, mas principalmente pela falta de atenção do Cinemark para com os seus clientes. No mínimo uma explicação deveria ter sido dada, ou talvez uma opção. Duas frases seriam o suficiente: "Senhores. Pedimos desculpas pelo problema com o filme. Gostaríamos de saber se vocês gostariam de terminar de ver o filme ou se querem aguardar outra seção." Ainda com a possibilidade de complemento: "Podemos entregar uma cortesia, caso os senhores não queiram ver o filme hoje". Difícil?
Ano: 2011. Filme: Transformers 3, em 3D. Após quatro anos, eu voltava com minha família para o Cinemark. Durante boa parte do filme, tudo ocorrendo como deve-se esperar que ocorra. Mas, em certo momento, vejo pessoas à minha frente levantarem. Falo em voz alta: "Mas o filme nem tá ruim, e as pessoas estão indo embora?". Meu cunhado, ao meu lado, simplesmente aponta para o teto: um fio de água caindo, e parte do teto aberto. O primeiro cinema que vai além do 3D: filme com realidade. A destruição de Chicago, em Transformers 3, foi além das telas e chegou à Curitiba.
O filme prossegue durante mais 20 minutos, quando é travado. Todas as luzes se acendem e uma funcionária do Cinemark aparece: "Boa noite. Então, o teto pode de desabar, pois não sabemos o tamanho da poça de água que está ali em cima." (Opa! Que legal ein!). "Então, peço que vocês - que estão sentados no meio - sentem dos lados. Se vocês não quiserem mais ver o filme, entregaremos uma cortesia".
Foram poucos os que saíram, mas confesso que fiquei imaginando a cena, caso o teto realmente desabasse. Se a questão prioritária fosse a segurança, todos deveriam ter saído da sala. Mas o lucro falou mais alto, e a vontade dos espectadores por terminar logo o filme, também. Creio que ninguém achou que o teto fosse desabar, mas, mesmo que ínfima, havia uma possibilidade. O Cinemark preferiu ser negligente, mas com a comodidade pacífica de seus clientes e com o dinheiro em caixa. Se escolhesse a opção de ser correto, arcaria com clientes revoltados e com devolução de todo o dinheiro, além de deixar que os espectadores levassem uma imagem negativa para casa. Uma escolha difícil. Mas o que aconteceria se o teto caísse? Como eu disse, uma escolha díficil.
Em 6 anos, presenciei três problemas no Cinemark. Não sei se é um número alto ou não, mas a partir do momento em que uma parcela do teto de um cinema cai, eu fico apreensivo. O problema, que antes era apenas nos filmes, passou para a estrutura.
Provavelmente voltarei a alguma das salas do Cinemark, mas confesso que com um pouco de receio. Irei ao cinema pensando: será que hoje vai dar problema?. Não deveria ser assim.
Mas a empresa tem grandes números. Afinal, são "446 salas em 54 complexos distribuídos em 30 cidades brasileiras, tendo recebido mais de 38 milhões de espectadores apenas em 2010", segundo o próprio site do cinema. Fica claro que, para o Cinemark, a quantidade está (bem) acima da qualidade.
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Pelo Twitter, o Shopping Barigui (@bariguishopping) lançou uma nota:
"Pedimos desculpas pelo ocorrido e as devidas providências já foram tomadas. Obrigada"
20 de jun. de 2011
Classificação do Brasileirão após 5ª rodada, segundo #polvoilan
Falta apenas uma partida para o fechamento da 5ª rodada do Brasileirão 2011.
O São Paulo é lider isolado da competição, seguido de perto por Palmeiras, Corinthians e Figueirense. Na ponta de baixo da tabela, Atlético-PR e Avaí lutam contra a lanterna, e outros 6 clubes estão próximos à zona de rebaixamento.
É bom destacar que o Cruzeiro tem 3 pontos, enquanto que o Corinthians tem 10.
O América-MG tem 5, e o Avaí apenas 1.
No site globoesporte.com, o blogueiro José Ilan palpita a cada rodada quais clubes sairão vitoriosos ou derrotados (ou nem um, nem outro) através do #polvoilan. Tomei a liberdade de fazer um "e se" desses palpites.
E se o #polvoilan tivesse acertados todos os jogos, como ficaria a classificação do Brasileirão 2011?
Cruzeirenses agradeceriam.
O resultado está abaixo:
Grêmio = 13
Cruzeiro = 11
Botafogo = 10
Inter = 10
Atlético-MG = 9
Flamengo = 8
Palmeiras = 8
Coritiba = 7
Fluminense = 7
Atlético-GO = 6
São Paulo = 6
Vasco = 6
Avaí = 5
Bahia = 5
Ceará = 5
Corinthians = 5 (um jogo a menos)
Figueirense = 3
Santos = 2 (um jogo a menos)
Atlético-PR = 1
América-MG = 0
O líder, São Paulo, teria feito menos da metade dos pontos que já conquistou.
O Corinthians estaria próximo à zona do rebaixamento, e o Figueirense estaria nela.
Já o América-MG seria derrotado em todos os jogos.
E o Cruzeiro? Em segundo lugar!
Mas pra não dizer que está tudo errado, dois clubes possuem o mesmo número de pontos, tanto na realidade quanto na tabela do #polvoilan: Atlético-PR (1 ponto) e Bahia (5 pontos).
Tá na hora de calibrar os chutes, ein, José Ilan. Ou #polvoilan...
O São Paulo é lider isolado da competição, seguido de perto por Palmeiras, Corinthians e Figueirense. Na ponta de baixo da tabela, Atlético-PR e Avaí lutam contra a lanterna, e outros 6 clubes estão próximos à zona de rebaixamento.
É bom destacar que o Cruzeiro tem 3 pontos, enquanto que o Corinthians tem 10.
O América-MG tem 5, e o Avaí apenas 1.
No site globoesporte.com, o blogueiro José Ilan palpita a cada rodada quais clubes sairão vitoriosos ou derrotados (ou nem um, nem outro) através do #polvoilan. Tomei a liberdade de fazer um "e se" desses palpites.
E se o #polvoilan tivesse acertados todos os jogos, como ficaria a classificação do Brasileirão 2011?
Cruzeirenses agradeceriam.
O resultado está abaixo:
Grêmio = 13
Cruzeiro = 11
Botafogo = 10
Inter = 10
Atlético-MG = 9
Flamengo = 8
Palmeiras = 8
Coritiba = 7
Fluminense = 7
Atlético-GO = 6
São Paulo = 6
Vasco = 6
Avaí = 5
Bahia = 5
Ceará = 5
Corinthians = 5 (um jogo a menos)
Figueirense = 3
Santos = 2 (um jogo a menos)
Atlético-PR = 1
América-MG = 0
O líder, São Paulo, teria feito menos da metade dos pontos que já conquistou.
O Corinthians estaria próximo à zona do rebaixamento, e o Figueirense estaria nela.
Já o América-MG seria derrotado em todos os jogos.
E o Cruzeiro? Em segundo lugar!
Mas pra não dizer que está tudo errado, dois clubes possuem o mesmo número de pontos, tanto na realidade quanto na tabela do #polvoilan: Atlético-PR (1 ponto) e Bahia (5 pontos).
Tá na hora de calibrar os chutes, ein, José Ilan. Ou #polvoilan...
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